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Sinop inicia aplicação da vacina Pneumo 20 em todas as UBS’s e CIA’s a partir desta sexta-feira (10)

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, inicia nesta sexta-feira (10) a aplicação da vacina Pneumo 20 (VPC20) em todas as salas de vacinação dos Centros Integrados de Atendimento (CIA’s) e das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do município. Sinop recebeu 645 doses do novo imunizante, que faz parte da distribuição realizada pelo Governo do Estado de Mato Grosso, responsável pelo envio de 16.330 doses aos 141 municípios mato-grossenses.

A Pneumo 20 passa a integrar o calendário vacinal infantil como forma de ampliar a proteção das crianças contra doenças pneumocócicas, como pneumonia, meningite, otite e infecções graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae.

De acordo com o coordenador do Setor de Imunização de Sinop, João Breganó, durante o período de transição haverá uma combinação entre as vacinas Pneumo 20 e Pneumo 10, até que sejam utilizados os estoques remanescentes da vacina anteriormente aplicada.

“O novo esquema prevê a aplicação da Pneumo 20 aos 2 meses de idade, da Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço com a Pneumo 20 aos 12 meses. Essa estratégia será mantida apenas durante a fase de transição, até que o estoque da Pneumo 10 seja totalmente utilizado”, explicou.

O coordenador também destaca que as crianças que já receberam a primeira dose da Pneumo 10 não precisam reiniciar o esquema vacinal. “A criança que tomou a Pneumo 10 aos 2 meses deverá receber normalmente a Pneumo 20 aos 4 meses e, posteriormente, o reforço com a Pneumo 20 aos 12 meses, conforme orientação do Ministério da Saúde”, reforçou.

Além da vacinação de rotina, o novo esquema contempla crianças com vacinação em atraso. Crianças entre 1 ano e 4 anos, 11 meses e 29 dias que ainda não receberam nenhuma dose da vacina pneumocócica deverão receber uma dose única da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram o esquema, mas não o completaram, terão a vacinação atualizada conforme a faixa etária e o histórico vacinal.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta os pais e responsáveis a procurarem a unidade de saúde mais próxima, levando a caderneta de vacinação da criança para que a equipe avalie o histórico vacinal e realize a imunização conforme o esquema recomendado. Todas as salas de vacinação dos CIA’s e das UBS’s estarão abastecidas com o novo imunizante a partir desta quinta-feira (10).

Os atendimentos serão realizados no período natural de funcionamento de cada unidade de saúde onde há sala de vacinas.



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MP de dívida rural foca em perdas climáticas, diz Durigan

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O Congresso Nacional e o governo federal estão prestes a concluir o debate em torno da proposta de renegociação das dívidas do setor agropecuário, segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (9).

“Temos discutido a questão da dívida rural com representantes do setor no Congresso Nacional, deputados e senadores de diferentes comissões, já há algum tempo. Eu diria que há mais de um ano”, disse Durigan, em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Entendo e tenho dito que chegamos ao ponto final. E que, finalizadas as negociações, vamos editar uma medida provisória (MP), equilibrando a proposta do Congresso Nacional e o limite orçamentário do país”, acrescentou o ministro.

Segundo Durigan, o texto deve ser editado e publicado no Diário Oficial da União até a próxima semana. Por lei, qualquer medida provisória entra em vigor assim que é publicada, mas precisa ser posteriormente apreciada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, que têm até 120 dias para aprovar ou rejeitar a proposta.  

Durante a entrevista, o ministro antecipou alguns pontos que o Poder Executivo, o Congresso Nacional e representantes do setor agropecuário vêm discutindo, como o estabelecimento de um prazo de dez anos para os produtores rurais afetados por crises climáticas saldarem suas dívidas.

“Eu sempre propus seis anos para a renegociação com o agricultor inadimplente, porque teve problemas. A bancada ruralista sempre demandou dez anos. Chegamos em oito anos e agora estamos estudando estender o prazo para dez anos, em caso de perdas climáticas mais graves.”

Durigan explicou que, nesses casos, o produtor terá que comprovar que sofreu perdas graves por repetidas safras, devido a fenômenos climáticos severos como inundações e estiagem.

“Não podemos admitir que dinheiro público sirva de auxílio para quem não comprove perdas”, destacou, acrescentando que a negociação prevê que os produtores prejudicados por fenômenos climáticos terão até dois anos de carência para começar a pagar as dívidas renegociadas e que a MP deve estabelecer um limite de até R$ 8 milhões por CPF em caso de grandes produtores.

A MP também deve contemplar os agricultores prejudicados pela volatilidade do mercado, ou seja, pela extrema variação de preços. Estes, quando grandes produtores, poderão renegociar dívidas até o limite de R$ 4 milhões, caso o texto venha a ser aprovado conforme as mais recentes negociações.

Entre os aspectos ainda por definir estão as taxas de juros. De acordo com Durigan, umas das propostas em debate prevê taxa de 6% ao ano para o pequeno agricultor; 9% para o médio agricultor e, no máximo, 12% para o grande agricultor.

“Estamos fazendo as últimas contas, mas certamente estamos falando de taxas anuais sem precedentes no país”, disse o ministro.

Segundo ele, se aprovadas, as mudanças em debate vão representar mais R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões ao ano de custos ao pacote que, no geral, exigirá pouco mais de R$ 100 bilhões dos cofres públicos.

Durigan também comentou que há uma sugestão de criar de um fundo garantidor do agro, nos moldes do FGC usado pelo setor bancário.

“Para estruturar o setor, estamos prevendo [a possibilidade de] um fundo garantidor que o governo, os bancos e o setor privado possam capitalizar para que, no futuro, sirva como um fundo [de reparação] de primeiras perdas para o setor [agrícola].”

Por fim, o ministro disse que o governo federal defende a inclusão, na medida provisória, de novas regras para as instituições financeiras.

“Um dispositivo [legal, em debate] determina que [nas renegociações] os bancos deverão aceitar garantias dadas [pelos produtores] inadimplentes em operações anteriores. A outra determinação aos bancos é a proporcionalidade do tamanho da garantia. Várias pessoas me relataram que há bancos exigindo duas, três vezes, o valor da operação como garantia”, disse o ministro, defendendo a urgência da MP.

“[Representantes de] bancos com quem eu falo têm me reportado, nos últimos meses, um aumento da inadimplência por risco moral. “Olha, as regras devem mudar, então, não pague agora sua prestação”. Isto é muito ruim e vai prejudicar o crédito do agro no futuro”, concluiu Durigan.



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