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Comissão de Constituição e Justiça aprova regulamentação da profissão de salva-vidas

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de salva-vidas ou guarda-vidas no Brasil. 

O texto aprovado define as competências, exigências e direitos desses profissionais, abrangendo sua atuação em diferentes ambientes aquáticos, como mares, piscinas e rios.

Por recomendação da relatora na CCJ, deputada Ana Paula Lima (PT-SC), a comissão aprovou o substitutivo da Comissão de Trabalho ao Projeto de Lei 1476/23, do deputado licenciado Leo Prates.

Segundo Lima, “a restrição da liberdade de exercício da profissão de salva-vidas é constitucional, uma vez que o seu exercício implica risco à saúde, à integridade física e à segurança dos destinatários dos serviços prestados”.

“Essa circunstância justifica a proteção da coletividade em face do potencial lesivo e dos riscos indesejados decorrentes de uma incorreta prática profissional, bem como legítima o estabelecimento de restrições ao exercício de tais atividades profissionais”, justificou a relatora. 

Pela proposta, para exercer a atividade, o profissional deve ter mais de 18 anos, estar em bom estado de saúde, possuir ensino médio completo e passar em uma avaliação prática de corrida e natação. Além disso, é necessário completar um curso profissionalizante de 160 horas em uma instituição reconhecida e manter a formação atualizada a cada dois anos.

Atribuições
Os salva-vidas terão como atribuições a realização de técnicas de prevenção, resgate e primeiros socorros em situações de emergência e ações educacionais sobre os riscos de acidentes aquáticos.

A proposta obriga os estabelecimentos que oferecem acesso a ambientes aquáticos a contratar profissionais salva-vidas, que terão como direitos:

  • o uso de uniformes e equipamentos de proteção;
  • jornada de trabalho de até 40 horas semanais;
  • seguro de vida; e
  • aposentadoria especial para aqueles expostos a condições de risco durante as atividades.

O projeto aprovado também estabelece que o piso salarial da categoria seja definido em lei específica.

A proposta tramitou em caráter conclusivo e poderá seguir ao Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário da Câmara.

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Roberto Seabra



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Senado autoriza empréstimos externos ao Piauí e a Cabo de Santo Agostinho

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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (7), em regime de urgência, projetos de Resolução do Senado (PRS) que autorizam empréstimos externos com garantia da União para o governo do Piauí e para o município de Cabo de Santo Agostinho (PE). As propostas foram encaminhadas ao Senado pela Presidência da República e foram aprovadas no mesmo dia na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Os projetos agora seguem para promulgação.

Relatado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), o PRS 24/2026 autoriza o governo do Piauí a contratar empréstimo de US$ 50 milhões (cerca de R$ 258 milhões) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Já o PRS 25/2026 permite ao município de Cabo de Santo Agostinho contratar financiamento de US$ 96 milhões (cerca de R$ 494 milhões) com a Corporação Andina de Fomento (CAF).

Piauí Mais Digital

Os recursos do empréstimo para o Piauí serão destinados ao financiamento do Programa para a Transformação Digital do Governo do Estado do Piauí, conhecido como Piauí Mais Digital.

O estado também deverá aportar US$ 12,5 milhões (cerca de R$ 64,5 milhões) como contrapartida. O financiamento terá prazo total de até 294 meses, com carência de até 72 meses e amortização em 222 meses.

O relator da projeto foi o senador Marcelo Castro (MDB-PI). Segundo o parecer, a Secretaria do Tesouro Nacional manifestou-se favoravelmente à concessão da garantia da União e atribuiu ao estado nota B+ em sua avaliação de capacidade de pagamento.

Infraestrutura urbana

No caso de Cabo de Santo Agostinho, os recursos financiarão o Programa de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano do município. O prazo total para o empréstimo será de 216 meses (18 anos), desde que o município cumpra as condições de efetividade da operação, comprove a regularidade no pagamento de precatórios e assine o contrato de contragarantia.

A iniciativa prevê obras para ampliar a mobilidade urbana, reduzir vulnerabilidades ambientais, qualificar espaços públicos e fortalecer a capacidade administrativa municipal. Entre as intervenções estão a implantação e a requalificação de vias públicas, melhorias no sistema de drenagem, estabilização de encostas, recuperação de equipamentos públicos e de patrimônio histórico, além da requalificação de áreas costeiras.

O programa também contempla a modernização do Centro Administrativo Municipal e do Teatro Barreto. Como contrapartida, o município deverá investir outros US$ 24 milhões (cerca de R$ 124 milhões) com recursos próprios.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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