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Fiscalização do transporte coletivo triplica em Cuiabá no primeiro semestre de 2026

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Dados apresentados pela Diretoria de Transporte da Agência Cuiabá Regula em audiência pública na Câmara Municipal apontam aumento nas ações de fiscalização do transporte coletivo e a adoção de medidas para reforçar o controle das concessionárias que operam na capital. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram emitidos 44 relatórios técnicos de fiscalização, mais que o triplo do registrado no segundo semestre de 2025, quando foram produzidos 13 documentos. As informações foram apresentadas no início deste mês.

Segundo o diretor de Transporte da Cuiabá Regula, Carlos Rafael Gomes de Carvalho, a equipe encontrou um cenário que exigia mudança de postura na atuação regulatória. “Quando assumimos, encontramos ausência de processos, fiscalizações, relatórios estruturados e uma necessidade clara de fortalecer o acompanhamento operacional do transporte coletivo”, afirmou durante a audiência.

O diretor explicou que a antiga estrutura regulatória concentrava sua atuação principalmente na análise de planilhas tarifárias, enquanto questões relacionadas à qualidade do serviço, fiscalização da frota e monitoramento operacional tinham pouca efetividade.

De acordo com ele, a criação da Cuiabá Regula permitiu a implantação de uma atuação mais próxima da realidade enfrentada diariamente pelos usuários. “Quem vai a campo somos nós. A fiscalização precisa estar onde os problemas acontecem, verificando terminais, estações, pontos de ônibus, garagens e a condição real da frota que atende a população”, destacou.

Entre as ações apresentadas estão vistorias em terminais, estações e pontos de ônibus, auditorias em garagens, inspeções de segurança nos veículos, abertura de processos sancionatórios e elaboração de relatórios técnicos para acompanhamento das concessionárias.

Os números da diretoria apontam crescimento significativo das atividades de fiscalização. Enquanto no segundo semestre de 2025 foram emitidos 13 relatórios, no primeiro semestre de 2026 o total chegou a 44 documentos, resultado atribuído à ampliação das ações de monitoramento e controle do sistema.

Carlos Rafael afirmou que uma das principais preocupações da agência foi a situação da frota em operação. Segundo ele, foram identificados veículos circulando acima da idade máxima permitida em contrato. “Encontramos ônibus operando fora dos limites estabelecidos pelo contrato. A orientação foi clara: exigir a substituição desses veículos e cobrar das empresas planos de renovação da frota”, afirmou.

A fiscalização também identificou irregularidades relacionadas à segurança operacional. Entre elas, problemas em extintores de incêndio e outros equipamentos obrigatórios, situações que passaram a ser alvo de notificações e processos administrativos.

Outro tema abordado pelo diretor foi o sistema de bilhetagem eletrônica, classificado por ele como um dos principais desafios para a regulação do transporte coletivo. “O município precisa ter acesso pleno aos dados da operação. Não basta receber informações consolidadas. Precisamos de transparência para auditar a demanda, conferir gratuidades e garantir que os recursos públicos estejam sendo aplicados com base em dados reais”, declarou.

Na área financeira, a Cuiabá Regula informou que desenvolve estudos para regulamentar a exploração das chamadas receitas acessórias, especialmente as provenientes de publicidade nos ônibus. “Estamos trabalhando para que essas receitas sejam melhor controladas e possam contribuir para reduzir o impacto dos custos do sistema para o município”, explicou o diretor.

As vistorias realizadas pela agência também identificaram problemas de infraestrutura em pontos de ônibus, estações e terminais. Entre as situações registradas estão falta de manutenção, equipamentos danificados, falhas de acessibilidade e condições inadequadas para usuários e trabalhadores do sistema.

Ao encerrar sua participação, o diretor defendeu a continuidade do trabalho de fiscalização e acompanhamento permanente do transporte coletivo, destacando que a atuação da agência busca assegurar o cumprimento dos contratos e ampliar a qualidade do serviço prestado à população.

“Nossa missão é garantir que as regras sejam cumpridas, que os contratos sejam respeitados e que o usuário tenha um transporte mais seguro, transparente e fiscalizado”, concluiu.

As informações apresentadas durante a audiência devem subsidiar os trabalhos de acompanhamento realizados pela Câmara Municipal e pelos órgãos de controle, além de orientar novas medidas voltadas à melhoria do transporte coletivo em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf



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