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Copa da Aprendizagem transforma escolas em uma grande celebração de cultura, esporte e cidadania

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Mais do que acompanhar uma competição esportiva, a iniciativa tem como objetivo proporcionar aos estudantes uma verdadeira imersão cultural, apresentando a diversidade dos países participantes da Copa do Mundo, suas tradições, costumes, bandeiras, localização geográfica e aspectos históricos. O projeto também trabalha valores fundamentais como respeito, inclusão, amizade, cooperação e convivência harmoniosa entre diferentes povos e culturas.

Durante a abertura, os alunos participaram de diversas atividades lúdicas, brincadeiras temáticas e de um desfile especial. As crianças capricharam nas caracterizações, vestindo camisetas da Seleção Brasileira e também dos clubes de futebol pelos quais torcem, transformando o momento em uma verdadeira celebração da paixão nacional pelo esporte.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que o projeto vai muito além do futebol e reforça importantes ensinamentos dentro do ambiente escolar.

“Esse projeto foi pensado para transformar um evento esportivo mundial em uma ferramenta pedagógica. Queremos que nossos estudantes conheçam outras culturas, aprendam sobre diferentes países e compreendam que, acima da competição, existem valores que devem ser levados para a vida toda, como o respeito às diferenças, o trabalho em equipe, a solidariedade e a convivência pacífica. O esporte tem esse poder de unir pessoas e promover aprendizados que ultrapassam os muros da escola”, afirmou.

A secretária ressaltou ainda que todas as unidades da rede municipal estão participando da iniciativa.

“Cada escola possui autonomia para construir seu cronograma de atividades, respeitando sua realidade e sua proposta pedagógica. Isso permite que o projeto seja desenvolvido de forma criativa, envolvendo toda a comunidade escolar durante os três meses em que acontece a Copa do Mundo”, completou.

A diretora da unidade, Jaine Menezes, destacou o entusiasmo dos alunos com o início do projeto e a importância de utilizar o esporte como ferramenta educacional.

“A abertura foi um momento muito especial para nossas crianças. Elas participaram com entusiasmo, prepararam suas caracterizações e demonstraram muito interesse pelas atividades propostas. Projetos como a Copa da Aprendizagem estimulam o aprendizado de forma divertida e significativa, além de fortalecer valores como respeito, cooperação e cidadania. É gratificante ver nossos estudantes aprendendo enquanto se divertem”, destacou a gestora.

Educação integral e desenvolvimento dos estudantes

A Escola Municipal Antônio Lino de Campos atende atualmente 97 alunos em período integral, funcionando das 7h às 16h. A unidade recebe estudantes da Educação Infantil, com turmas multietárias de quatro e cinco anos, além de turmas do 1º, 2º, 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental.

Ao longo dos próximos três meses, os estudantes participarão de diversas atividades relacionadas aos países participantes da Copa do Mundo, incluindo pesquisas, apresentações culturais, produções artísticas, competições esportivas e ações interdisciplinares que unem esporte, cultura e educação.

A Copa da Aprendizagem reforça o compromisso da rede municipal de ensino de Várzea Grande com o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras, capazes de despertar o interesse dos estudantes e promover uma formação mais completa, conectando conhecimento, cultura, cidadania e diversão.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Ocupação de pessoas 60+ sobe 53% em 10 anos; ritmo supera o dos jovens

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O emprego para pessoas com 60 anos ou mais tem crescido no Brasil proporcionalmente mais do que para outros grupos da população. No entanto, essas vagas vêm acompanhadas de mais informalidade, ou seja, sem carteira e sem proteção trabalhista.

Nos últimos dez anos, o número de pessoas 60+ no mercado de trabalho saltou 53%. No mesmo período, o tamanho dessa população na sociedade brasileira cresceu 37%.

Essa comparação significa que o emprego dos idosos cresce em ritmo mais acelerado que o envelhecimento da população.

A constatação faz parte de um estudo divulgado esta semana pela empresa de pesquisa e de inteligência de dados Nexus.

De 2016 a 2025, o número de idosos no país passou de 25,8 milhões para 35,2 milhões. Eles eram 13% da população, e atualmente são 17%.

Nesse período de dez anos, o contingente de trabalhadores 60+ avançou de 5,7 milhões para quase 8,8 milhões.

No fim do ano passado, uma em cada quatro (25%) pessoa 60+ estava ocupada. Em 2016, a taxa era 22%. O dado de 2025 é o maior dos últimos dez anos.

Na comparação com a população geral, o crescimento populacional foi de 5% no período, subindo de 203,2 milhões de pessoas para 212,6 milhões. Já o número de empregos expandiu-se 14,6%. Ao fim de 2025, o Brasil tinha praticamente 103 milhões de trabalhadores.

Meio cheio, meio vazio

O CEO (diretor executivo) da Nexus, Marcelo Tokarski, avalia os resultados como um “copo meio cheio, meio vazio”.

“Por um lado, a gente pode celebrar o fato de que as pessoas quando chegam aos 60, 70 anos, ainda estão com uma capacidade ativa para o trabalho”, disse à Agência Brasil.

Entretanto, acrescenta ele, há uma precarização do período comumente destinado à aposentadoria, lembrando que a faixa etária inclui pessoas de 75 anos, por exemplo.

“A pessoa que tem 75 anos de idade que, em tese, já deveria estar gozando da sua aposentadoria e muitas vezes precisa continuar trabalhando provavelmente para complementar a sua renda”, diz.

Tipos de trabalho

O levantamento da Nexus foi feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga.

O CEO da Nexus aponta que, apesar de não saber o grau exato de influência, a reforma da Previdência, de 2019, é um dos motivos que explicam o aumento de pessoas 60+ no mercado de trabalho.

“A última reforma da Previdência subiu a idade mínima e também o tempo de contribuição, isso força as pessoas a trabalharem mais”, analisa.

Sob o argumento de equilibrar as contas da previdência, a reforma passou a exigir, das mulheres, pelo menos 62 anos de idade e 15 anos de contribuição para se aposentar. No caso dos homens, 65 anos de idade e 20 anos de contribuição.

Antes, mulheres podiam se aposentar com 60 anos e não havia, para nenhum dos dois sexos, idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição. Para homens, não houve mudança na idade mínima.

Informalidade

O estudo do Nexus identificou que para mais da metade (53%) dos 60+ no mercado de trabalho, a informalidade é uma realidade superior à de outros estratos da população. Na população geral, o índice é de 38%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 41%.

O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Na informalidade, os trabalhadores não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e décimo terceiro salário.

Para Marcelo Tokarski, da Nexus, a informalidade é uma característica estrutural do emprego 60+. “Isso indica uma precarização do trabalho”.

“Um público que não pode se dar ao luxo de permanecer desocupado. Enquanto o jovem, muitas vezes, consegue focar nos estudos ou prolongar a busca pela vaga ideal, o 60+ migra rapidamente para a informalidade”, avalia.

Uma das conclusões da pesquisa é que “a sustentabilidade econômica do país agora depende de políticas públicas de incentivo à formalização e de uma revisão urgente das estruturas corporativas de ergonomia, benefícios e inclusão geracional”.



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