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Polícia Civil prende integrante de grupo criminoso alvo de operação do Pará em Guarantã do Norte

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Uma ação integrada das Polícias Civis de Mato Grosso e do Pará resultou, nesta terça-feira (2.6), na prisão de um foragido da Justiça paraense investigado pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. O mandado judicial foi cumprido em Mato Grosso após o compartilhamento de informações entre as equipes responsáveis pela investigação.

O suspeito é alvo da Operação Instructus, deflagrada pela Polícia Civil do Pará. Ele estava com mandado de prisão preventiva expedido pela Vara de Combate ao Crime Organizado de Belém (PA) e foi preso na cidade de Guarantã do Norte, no dia em que é comemorado o aniversário da cidade.

A prisão do procurado foi possível após trabalho integrado, por meio do compartilhamento de informações de inteligência que permitiram localizar o investigado em deslocamento pela região norte de Mato Grosso.

Com base nas informações passadas, os policiais da Delegacia de Guarantã do Norte abordaram o suspeito enquanto ele transitava em uma caminhonete no município de Guarantã do Norte. Durante a abordagem, os policiais confirmaram sua identidade e deram cumprimento à ordem judicial.

No momento da prisão, o investigado arremessou seu aparelho celular contra o solo, destruindo o equipamento. Em seguida, passou a resistir à ação policial e desobedeceu às determinações da equipe, sendo necessário o uso moderado da força para sua contenção.

Além do cumprimento do mandado de prisão, os policiais também deram cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça para um endereço vinculado ao investigado, porém nenhum material ilícito foi encontrado no imóvel.

Durante vistoria no veículo utilizado pelo preso, os investigadores identificaram indícios de possível adulteração nos pontos de fixação da placa de identificação, circunstância que será apurada em procedimento próprio.

O preso foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis e após ser interrogado pelo delegado Mauro Apoitia, foi autuado em fazer flagrante pelo crime de adulteração de sinal de veículo automotor e embaraçar investigação de organização criminosa, em razão de ter quebrado o aparelho celular.

“A captura reforça a importância da cooperação interestadual entre as forças policiais no combate às organizações criminosas e ao tráfico de drogas”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Wanderley classifica operação do Gaeco como “muito estranha” e nega apreensão em escritório

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), classificou como “muito estranha” a operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) para investigar suspeitas de corrupção na eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal. A declaração foi feita na manhã desta terça-feira (20), quando ele chegou à sede da Câmara.

Ao conversar com jornalistas, Wanderley afirmou desconhecer os detalhes da investigação e negou que tenha ocorrido uma operação em sua residência. Ele também declarou que nada foi apreendido em seu escritório.

“Não teve operação na minha casa. Eu desconheço essa operação e acho muito estranho. Com mais de 30 denúncias [contra] a prefeita. Não me inteirei dos fatos, mas acho muito estranha essa operação. No meu escritório não apreendeu nada”, disse o presidente.

Durante a fala, o parlamentar mencionou a existência de mais de 30 denúncias contra a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).

Investigação apura eleição da Mesa Diretora

A operação do Gaeco busca apurar possíveis irregularidades na disputa pela Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio. A investigação envolve suspeitas de compra de votos e outras possíveis práticas ilícitas relacionadas à eleição que escolheu Wanderley Cerqueira para a presidência no biênio 2027/2028.

A ação também alcança outros parlamentares e pessoas ligadas ao Legislativo. As diligências incluem mandados de busca e apreensão em municípios mato-grossenses, com o objetivo de reunir elementos para esclarecer os fatos investigados.

A manifestação de Wanderley ocorre em meio à repercussão da operação e à disputa política em torno do comando da Câmara. O presidente, no entanto, afirmou que ainda não havia se inteirado dos detalhes da investigação.

As suspeitas são objeto de apuração pelas autoridades competentes e não representam, por si só, comprovação de prática criminosa por parte dos investigados.



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