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CAE busca acordo com governo antes de votar renegociação de dívidas rurais
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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) fará uma nova rodada de negociações com o Ministério da Fazenda antes de votar, ainda nesta terça (26), o projeto de lei que cria uma linha de financiamento — com recursos do Fundo Social do Pré-Sal — para a renegociação de dívidas de produtores rurais.
O projeto (PL 5.122/2023) tem como relator o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é o presidente da CAE.
O texto, de autoria do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), previa inicialmente que os recursos desse fundo deveriam beneficiar os produtores rurais prejudicados por calamidades públicas. Renan alterou a proposta para ampliar os casos em que os produtores podem ser beneficiados.
Busca de consenso
Renan ressaltou, durante a reunião da comissão na manhã desta terça-feira, que o novo encontro com representantes da equipe econômica tem o objetivo de buscar consenso sobre alguns pontos.
— Há pouco falamos novamente com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que mais uma vez fez um apelo no sentido de equacionar os pontos cujo acordo ainda não aconteceu. Nós ficamos de ter uma outra reunião ainda hoje — informou ele.
Segundo o presidente da CAE, a intenção é construir um entendimento para incorporar na proposta as alterações sobre as quais houver consenso.
— Temos defendido que o acordo [entre a CAE e o Ministério da Fazenda] seja transformado no próprio projeto de lei. Se houver acordo sobre todos os pontos, que esse acordo esteja no projeto que será aprovado aqui na Comissão de Assuntos Econômicos — reiterou.
Por outro lado, Renan disse que a votação na comissão ocorrerá mesmo que não haja consenso total entre governo e parlamentares.
— Nós vamos votar hoje o projeto. Já passamos três semanas conversando, vamos conversar hoje outra vez, mas isso não acontecerá em detrimento da votação do projeto — enfatizou.
Diálogo
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também defendeu a busca do entendimento antes da votação. Ao argumentar que houve avanço nas negociações, ela afirmou que o governo demonstrou abertura para discutir ajustes no texto, incluindo no que se refere ao enquadramento de dívidas e ao Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) — uma emenda aceita por Renan amplia a participação da União nesse fundo.
— Não adianta nós votarmos um projeto e depois ele ser vetado. O ministro [Dario Durigan], desde o início, se mostrou interessado em dar continuidade ao fundo garantidor. Caminhamos, demos passos adiante. Agora vamos continuar. Como disse o senador Renan, temos várias alternativas — ponderou a senadora.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Após ser alvo de operação, Hugo Garcia nega desvios e aponta disputa interna em instituto
O candidato a deputado estadual Hugo Henrique Garcia (PSDB) negou ter cometido irregularidades durante sua passagem pela presidência do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). Alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil, Hugo divulgou nota afirmando que as movimentações financeiras investigadas estavam relacionadas a pagamentos de serviços regularmente contratados pela entidade.
Segundo o candidato, sua atuação como presidente se limitava à autorização de pagamentos previstos em contratos firmados pelo instituto, com respaldo documental e fiscal. Hugo também sustentou que os serviços foram efetivamente prestados e destacou que, conforme sua versão, nenhuma das transferências investigadas teve ele como destinatário.
A operação foi deflagrada nesta terça-feira (25) para apurar supostas irregularidades na gestão do IMAFIR-MT, envolvendo movimentações que ultrapassam R$ 1 milhão. Entre as transações sob investigação estão uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil, destinada, segundo a apuração, a uma conta pessoal e a uma empresa ligada ao então diretor executivo do instituto, além de outra movimentação de R$ 270 mil para um escritório de advocacia.
Em sua defesa, Hugo afirmou ainda que o caso tem origem em uma disputa interna pela representação legal do instituto. Segundo ele, adversários estariam levando para a esfera criminal uma discussão que, em sua avaliação, deveria ser resolvida na Justiça Cível.
“Ao que tudo indica, os adversários de Hugo se valem indevidamente da seara criminal para resolver questão que deveria ser dirimida no âmbito cível”, diz trecho da nota divulgada pelo candidato. Hugo afirmou que irá colaborar com as investigações e disse confiar que a apuração demonstrará a regularidade de sua conduta.
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