Polícia

Polícia Civil deflagra operação para investigar roubo de gado em Confresa

Publicado em

Polícia


A Polícia Civil deflagrou, nessa quarta-feira (20.5), a Operação Vestigia, para cumprimento de 10 mandados judiciais relacionados à investigação do roubo qualificado de aproximadamente 30 cabeças de gado ocorrido em uma propriedade rural localizada na zona rural do Distrito de Três Flechas, em Confresa.

O crime ocorreu entre os dias 25 e 26 de junho de 2025, quando dois indivíduos armados e encapuzados invadiram uma propriedade rural, renderam o caseiro e o mantiveram amarrado por cerca de 24 horas enquanto realizavam a retirada do rebanho e de diversos objetos da fazenda.

Durante a ação criminosa, os suspeitos demonstraram conhecimento prévio da estrutura da propriedade, questionando a vítima sobre o curral, acessos internos e localização dos animais. Além do gado, também foram subtraídos diversos bens da propriedade rural. Antes de deixarem o local, os autores ainda danificaram o sistema de internet da fazenda, dificultando o acionamento imediato de auxílio.

Investigações

As diligências, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Confresa (Derf) de Confresa, identificaram vestígios de um caminhão boiadeiro utilizados no transporte do rebanho roubado, além de outros elementos que permitiram reconstruir a dinâmica criminosa e mapear o deslocamento dos animais após o crime.

As investigações apontaram que o rebanho teria sido inicialmente ocultado na região de Vila Rica e posteriormente negociado de forma clandestina. No decorrer da apuração, a Polícia Civil individualizou a possível participação dos investigados, identificando executores, responsáveis pelo apoio logístico, ocultação do gado e receptação dos animais subtraídos.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou judicialmente pelas medidas cautelares de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telefônico e telemático, além da extração forense de dados de aparelhos eletrônicos vinculados aos investigados.

Ao todo, foram expedidos 10 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre do Norte.

Posteriormente, diante da mudança de endereços e deslocamento de alguns investigados entre municípios e estados, houve renovação das medidas cautelares e ampliação das autorizações relacionadas às análises de dados.

Cumprimento dos mandados

Durante a fase operacional da Operação Vestigia, equipes da Derf Confresa realizaram diligências simultâneas nos Estados de Goiás, Pará e Mato Grosso, com apoio da Delegacia Regional de Vila Rica, do Núcleo de Inteligência da Regional de Vila Rica e da Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu.

Em Goiás, dois investigados foram localizados e presos no município de Aragarças (GO). Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares e um simulacro de arma de fogo.

No Pará, outro alvo da investigação foi preso por policiais civis da Derf Confresa. Já em Mato Grosso, foram cumpridas buscas domiciliares em endereços relacionados aos investigados em Santa Cruz do Xingu e em Confresa.

Ao todo, a operação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e sete diligências de busca e apreensão. As investigações prosseguem para localização de outros envolvidos e cumprimento de mandados ainda pendentes.

As investigações continuam em andamento, visando o completo esclarecimento dos fatos, identificação de eventuais outros envolvidos e recuperação integral do patrimônio subtraído.

Vestigia

A operação recebeu o nome de “Vestigia” devido ao termo em latim que significa “rastros” ou “vestígios”, em referência ao trabalho investigativo desenvolvido pela Polícia Civil para identificar o caminho percorrido pelo rebanho furtado, rastrear os envolvidos e localizar alvos nos estados de Mato Grosso, Goiás e Pará.

Fonte: Policia Civil MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

Publicados

em


O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA