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Verde Novo leva conscientização ambiental e distribui 400 mudas durante Multiação em Cuiabá

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O Programa Verde Novo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, participou da 2ª edição do Multiação 2026 com a distribuição gratuita de 400 mudas de espécies nativas e frutíferas, incentivando a população a contribuir para uma cidade mais arborizada e sustentável. A iniciativa, realizada pelo Serviço Social da Indústria no Estado de Mato Grosso (Sesi-MT), ocorreu neste sábado (9), no Sesi Papa, em Cuiabá.

A engenheira florestal do Verde Novo, Rosiani Carnaíba, destacou que a participação do programa no evento já se tornou tradição. “O Verde Novo já é parceiro do Multiação há alguns anos, juntamente com o Instituto Ação Verde. Em todas as edições realizadas em Cuiabá e Várzea Grande, nós participamos levando mudas de espécies frutíferas e nativas para a comunidade. Além da doação gratuita, também orientamos sobre o plantio correto, manejo e os melhores locais para cada espécie se desenvolver”, explicou.

A representante do Instituto Ação Verde, Rosislene Amorim Silva, reforçou a importância da parceria voltada à educação ambiental. “É uma parceria de extrema importância. Trabalhamos juntos nessa conscientização ambiental e na distribuição gratuita de mudas. Hoje disponibilizamos 400 mudas entre espécies frutíferas e nativas”, disse.

O superintendente regional do Sesi-MT, Alexandre Serafim, afirmou que a iniciativa ambiental é uma das atrações mais procuradas pela população. “O Multiação já é um programa social muito importante e, quando trazemos também a questão ambiental, ampliamos ainda mais a conscientização. A distribuição de mudas é uma das ações mais procuradas depois dos atendimentos médicos”, pontuou.

Conscientização ambiental

O professor Walter Antônio Silva da Luz ressaltou a importância da iniciativa para o meio ambiente e aproveitou a ação para ampliar a arborização do sítio que possui em Chapada dos Guimarães. “Peguei uma muda de tamarindo para plantar lá no sítio. Hoje a gente precisa começar de novo a plantar mais, porque o desmatamento está muito sem controle. Uma ação como essa vale muito para o meio ambiente e para as próximas gerações. Isso aqui é maravilhoso”, avaliou.

Já o aposentado Vitalmiro Daniel dos Santos levou para casa mudas de goiaba e caju, que serão plantadas em sua propriedade na região da Serra de São Vicente, em Santo Antônio de Leverger. “Lá em casa já tem bastante árvore, mas eu quero plantar mais. É bom ter uma área de lazer cheia de árvore, com sombra, e ainda ajudar a natureza. Isso faz bem pra gente também”, comentou.

Programa Verde Novo

Idealizado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo em 2017, o Programa Verde Novo já distribuiu e plantou mais de 259 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado em diversos municípios mato-grossenses, contribuindo para a recuperação das florestas urbanas e para a conscientização ambiental da população.

Como participar

Cidadãos e instituições interessados em receber mudas gratuitamente ou solicitar ações de plantio podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo ZapMudas, no telefone (65) 3617-3090. Também é possível se cadastrar como voluntário no site do programa e contribuir com as próximas ações de arborização.

Multiação

O Multiação é uma iniciativa realizada pelo Serviço Social da Indústria no Estado de Mato Grosso (Sesi-MT), em parceria com o Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), Senai-MT, IEL-MT, Rede Matogrossense de Comunicação (RMC) e mais de 40 parceiros da iniciativa privada. A ação oferece gratuitamente serviços nas áreas de saúde, educação, empreendedorismo, cidadania, cultura e orientação jurídica.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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Comarca de Pontes e Lacerda debate prevenção ao extremismo nas escolas

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A prevenção ao extremismo violento nas escolas exige atuação integrada entre instituições, compartilhamento de informações e fortalecimento dos vínculos humanos. Com esse propósito, a Comarca de Pontes e Lacerda realizou, na quinta-feira (25), um encontro que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Judiciária Civil, gestores da educação e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar.

O evento, realizado no plenário do Fórum, foi um desdobramento do encontro promovido em maio, em Cuiabá, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A iniciativa integra um projeto voltado à identificação de processos de radicalização, ao intercâmbio de experiências entre as forças de segurança e à prevenção da violência por meio da Justiça Restaurativa.

As palestras foram ministradas pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rauny José da Silva Viana, por um representante da Abin em Mato Grosso e pelo delegado da Polícia Judiciária Civil Sued Dias da Silva Júnior.

Durante o encontro, os especialistas apresentaram o processo de radicalização de possíveis autores de ataques e destacaram a importância da integração entre escolas, órgãos de inteligência e forças de segurança para identificar sinais de risco e agir preventivamente.

Para a juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Küntzer, a iniciativa amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

“O evento foi pensado em conjunto pelo Poder Judiciário, a Abin e a Polícia Judiciária Civil, justamente para discutir a violência nas escolas sob a perspectiva do extremismo. Nas explanações foram apresentadas experiências, dados e reflexões para professores, gestores, equipes que atuam com a infância e juventude e demais autoridades, permitindo que todos possam identificar sinais, buscar ajuda e saber como agir diante de situações de risco”, afirmou.

Muito antes da violência

Na palestra “Círculos de Construção de Paz como Estratégia de Desmobilização da Violência Extrema nas Escolas”, Rauny Viana defendeu que medidas de segurança são importantes, mas, isoladamente, não impedem que um adolescente decida cometer um ataque.

“Primeiro o adolescente perde o pertencimento. Depois perde os vínculos. Depois perde a esperança. Então encontra alguém que o compreende, uma comunidade, uma narrativa, um inimigo e, por fim, uma justificativa para a violência. Os Círculos de Construção de Paz atuam justamente antes desse processo se consolidar, fortalecendo relações, promovendo escuta qualificada e reconstruindo o senso de pertencimento”, explicou.

Ele também informou que os Círculos de Construção de Paz foram retomados em Pontes e Lacerda e que novos facilitadores estão sendo capacitados com apoio do NugJur.

Integração para prevenir

O superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, destacou que a prevenção depende da união entre instituições e comunidade.

“É uma honra para a Abin participar de um debate tão importante para a população de Pontes e Lacerda. Estar ao lado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das forças de segurança e dos profissionais da educação aponta caminhos para fortalecermos a prevenção contra ataques violentos em escolas e, também, para construirmos novos círculos de paz.”

Cenário nacional

O encontro também apresentou dados que evidenciam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Brasil registrou três ataques a escolas, com duas mortes e oito feridos. No mesmo período, 280 ameaças foram identificadas e 22 ataques foram impedidos graças à atuação integrada da comunidade de inteligência, das forças de segurança e da comunidade escolar.

Entre os casos recentes está o ataque ocorrido em maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos utilizou a arma do padrasto (advogado com registro de CAC) para atirar contra alunos e funcionários de uma escola. Duas mulheres morreram, e o autor teve a internação provisória decretada pela Justiça.

Os dados também mostram que a violência em instituições de ensino cresceu de forma significativa nos últimos anos: cerca de 64% dos ataques registrados desde o início dos anos 2000 ocorreram apenas nos três anos mais recentes. O pico foi em 2023, com 12 ataques com vítimas. Em 2024 foram registrados cinco casos, enquanto as ações de prevenção seguem sendo fortalecidas.

Estudos do Instituto Sou da Paz apontam ainda que o uso de armas de fogo dobra o potencial letal dos ataques em comparação com armas brancas, reforçando a importância da prevenção precoce e da atuação integrada entre escolas, famílias e instituições públicas.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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