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Plenário vota moções contrárias à indicação de Jorge Messias ao STF

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Antoniel Pontes | Assessoria do vereador Ranalli 

Com 11 votos favoráveis, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, na sessão desta quinta-feira (23), duas moções de repúdio contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. As propostas foram apresentadas pelos vereadores Rafael Ranalli (PL) e Dilemário Alencar (União Brasil), levando ao plenário a discussão sobre a escolha para a mais alta Corte do país.

As manifestações fazem oposição direta à nomeação, sob o argumento de que a trajetória do indicado estaria fortemente vinculada a governos petistas, o que, segundo os parlamentares, levanta dúvidas sobre a independência necessária para o exercício do cargo.

Na justificativa, Ranalli destaca que a indicação gera “profunda preocupação” e menciona o episódio conhecido nacionalmente como “Bessias”, ocorrido em 2016, durante o governo Dilma Rousseff. À época, o nome de Messias apareceu em diálogos relacionados ao envio de um termo de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio às investigações da Operação Lava Jato, fato que teve grande repercussão pública.

As moções também apontam críticas à atuação do indicado à frente da Advocacia-Geral da União, citando questionamentos sobre a condução de pautas jurídicas e suposta omissão em casos sensíveis, como descontos indevidos em benefícios do INSS.

Outro ponto levantado nos documentos é o perfil considerado político do indicado, com a alegação de que não haveria demonstração suficiente de independência e solidez técnica exigidas para um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Ao final, Ranalli sustenta que o STF deve ser composto por nomes com reputação ilibada, equilíbrio institucional e compromisso absoluto com a Constituição Federal, posição reforçada com a aprovação das moções em plenário.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT



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Vereador está entre presos em nova etapa da investigação sobre morte de jovem em Poxoréu

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A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (10) a terceira fase da investigação sobre o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, morta com dois tiros na cabeça em maio, dentro de uma casa noturna em Poxoréu.

Batizada de Operação Véu de Ísis, a nova etapa resultou no cumprimento de cinco ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. As medidas foram executadas em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá.

Entre os presos está um vereador, além de outro investigado. Um dos alvos das prisões já havia sido detido temporariamente durante a segunda fase da apuração, denominada Operação Elo Oculto.

Segundo a Polícia Civil, a nova fase surgiu a partir do aprofundamento das diligências realizadas pela Delegacia de Poxoréu. A análise de materiais e informações obtidos nas etapas anteriores teria permitido identificar novos elementos sobre a dinâmica do crime, sua possível motivação e a participação de outras pessoas.

Uma das linhas investigativas aponta que o assassinato pode ter relação com a atuação de uma facção criminosa. A polícia também apura a suspeita de que Lavínia mantinha contato com integrantes das forças de segurança e repassava informações relacionadas ao tráfico de drogas na região.

O crime ocorreu no dia 10 de maio. Conforme a investigação, o suspeito entrou na casa noturna onde a vítima estava, efetuou os disparos contra ela e fugiu logo depois.

Nome da operação

A denominação “Véu de Ísis” faz referência ao avanço da apuração e à descoberta de elementos que, nas fases anteriores, ainda permaneciam ocultos para os investigadores.

A operação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de outras unidades da Polícia Civil nas cidades onde as ordens judiciais foram cumpridas.

O caso permanece sob sigilo. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer completamente o homicídio e individualizar a responsabilidade de cada pessoa que possa ter participado do crime.



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