Polícia Federal
Integração entre Estado e Município reforça vigilância e agiliza acompanhamento de casos em Várzea Grande
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A parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande e a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) tem fortalecido o trabalho da equipe de Vigilância em Saúde e contribuído para tornar mais ágil o acompanhamento de doenças, agravos e outras situações que exigem atenção da saúde pública.
Por meio de capacitações, treinamentos e contato direto entre os profissionais, as equipes do município têm aprimorado os processos de notificação e registro de casos, com informações mais completas e detalhadas. Esses dados são fundamentais para a elaboração de levantamentos epidemiológicos e para o planejamento das ações de prevenção e controle.
O trabalho envolve diferentes situações identificadas na rede de saúde, desde casos suspeitos de dengue e outras doenças transmitidas por vetores até picadas de insetos, sintomas de síndromes virais e demais agravos que precisam ser notificados e acompanhados.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde de Várzea Grande, em exercício, Amarantha Tatys, a atuação integrada tem recebido reconhecimento das equipes da Secretaria de Estado de Saúde.
“Receber elogios da equipe da Secretaria de Estado pelo empenho das nossas equipes, pela dedicação, pela busca das informações e pela agilidade no acompanhamento dos casos é muito importante. Essa celeridade é fundamental, pois, quanto mais rápido temos a informação, conseguimos monitorar a doença ou o agravo, analisar os dados e adotar as medidas de prevenção e controle”, destaca.
A educação permanente também fortalece o trabalho de toda a rede de saúde, principalmente dos profissionais diretamente envolvidos na identificação e notificação dos casos.
“A capacitação permite que os profissionais estejam cada vez mais preparados para identificar corretamente cada situação e realizar a notificação de forma coerente e precisa. O preenchimento adequado da ficha de notificação é muito importante porque nos ajuda a conhecer o cenário do município, acompanhar a evolução dos casos e direcionar as ações de saúde de acordo com as necessidades da população”, explica.
A integração entre as equipes também facilita a comunicação e a troca de informações diante de situações novas, permitindo que os profissionais estejam atualizados sobre protocolos, fluxos, notificações e procedimentos de investigação.
As informações produzidas pela Rede de Atenção à Saúde são a base do trabalho da equipe de Vigilância em Saúde, contribuindo para o monitoramento do cenário epidemiológico de Várzea Grande e para a definição de estratégias de monitoramento, prevenção, investigação, resposta e avaliação.
Com o trabalho conjunto entre Estado e Município, o acompanhamento dos casos ganha mais agilidade e contribui para uma atuação mais eficiente da saúde pública, fortalecendo a capacidade de resposta diante das necessidades epidemiológicas da população.
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Reconhecer sinais de sofrimento emocional pode fazer a diferença
Nem sempre uma pessoa que está passando por um sofrimento emocional intenso consegue dizer claramente o que está sentindo. Muitas vezes, o pedido de ajuda aparece em pequenas mudanças de comportamento, no afastamento ou em frases que podem parecer apenas um desabafo.
Durante o Setembro Amarelo, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande reforça a importância de reconhecer esses sinais e saber como agir.
Segundo o psiquiatra da rede municipal, Jayme Benevides, frases como “tenho vontade de sumir”, “queria desaparecer” ou “se eu não estiver mais aqui, ninguém vai sentir minha falta” podem indicar um sofrimento psíquico importante e não devem ser ignoradas.
Entre os sinais de alerta estão o isolamento, a perda de interesse por atividades que antes davam prazer, o desânimo intenso, alterações no sono e no apetite, além de mudanças repentinas de humor e explosões de raiva.
Também é importante observar publicações frequentes nas redes sociais com conteúdos muito tristes, frases de despedida ou manifestações de desesperança, como “nada vai mudar” e “não vejo saída”.
A atenção deve ser redobrada quando a pessoa passa a realizar despedidas, procurar familiares para pedir perdão, resolver assuntos antigos ou falar sobre deixar seus pertences para outras pessoas.
Como ajudar?
Diante desses sinais, o médico orienta três atitudes: escutar, estar presente e buscar ajuda profissional.
“É importante escutar sem julgamento e sem querer dar conselho imediatamente. Depois, mostrar que você está presente, que a pessoa não está sozinha”, explica Jayme.
O terceiro passo é ajudar a pessoa a buscar atendimento qualificado, com psicólogo, psiquiatra ou serviço de saúde. Em situações de risco imediato, é importante procurar atendimento de emergência e não deixar a pessoa sozinha.
O Setembro Amarelo lembra que cuidar também é perceber. Às vezes, uma conversa, uma escuta atenta e a decisão de permanecer ao lado de alguém podem ser o primeiro passo para que essa pessoa aceite ajuda.
Se você está sofrendo, peça ajuda. Se perceber que alguém próximo não está bem, aproxime-se, escute e ajude a buscar atendimento.
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