Política
Mauro Mendes deixa governo de MT para disputar o Senado; Pivetta assume dia 31
Política
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou nesta quinta-feira (26) que deixará o cargo a partir do dia 31 de março para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. A decisão segue a exigência da legislação eleitoral, que determina o afastamento de chefes do Executivo que pretendem concorrer a outros cargos.
Com a saída, o vice-governador Otaviano Pivetta assumirá o comando do Palácio Paiaguás. A posse está marcada para a próxima terça-feira (31), às 16h, em cerimônia oficial.
O anúncio foi feito ao lado da primeira-dama Virginia Mendes, que, segundo Mendes, teve papel importante na decisão. O governador classificou o momento como o encerramento de um ciclo à frente do Estado.
Em sua fala, Mauro Mendes destacou os resultados da gestão, enfatizando a recuperação fiscal e o aumento dos investimentos públicos. Segundo ele, o Estado saiu de um cenário de crise para se tornar referência nacional em equilíbrio financeiro.
“Pegamos um Estado quebrado, com salários atrasados, obras paradas e sem credibilidade, e hoje entregamos um governo com as contas em dia, investimentos recordes e reconhecimento em todo o país”, afirmou.
A saída de Mendes ocorre em um momento estratégico do calendário eleitoral e abre espaço para que Pivetta conduza o Estado até o fim do mandato, mantendo a continuidade administrativa do atual governo.
A movimentação também reposiciona o cenário político em Mato Grosso, com a entrada oficial de Mauro Mendes na disputa por uma cadeira no Senado, ampliando as articulações para as eleições deste ano.
Política
Comissão aprova oferta de orientação parental nas redes públicas de saúde e assistência social
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 574/26, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que determina que estados, o Distrito Federal e municípios ofereçam serviços de orientação e apoio em educação parental à população.
Pela proposta, esses serviços deverão ser disponibilizados nas redes públicas de saúde e de assistência social, em espaços escolares e, quando cabível, em espaços públicos e privados conveniados que atendam crianças, adolescentes e suas famílias. O texto inclui a obrigação na Lei 14.826/24, que institui a parentalidade positiva.
Profissionais
O projeto define que os serviços serão executados, preferencialmente, por educadores parentais. Também poderão atuar profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, desde que tenham formação específica ou certificação em estratégias de parentalidade positiva, prevenção de violência e neurociência do desenvolvimento infantil.
Os profissionais de educação parental não poderão exercer atividades exclusivas de profissões regulamentadas, especialmente as de natureza clínica ou terapêutica — como a psicologia clínica. A atuação será apenas preventiva e pedagógica, voltada ao fortalecimento dos vínculos familiares e à capacitação dos cuidadores.
Prevenção à violência
Para Laura Carneiro, a lei de 2024 representou um marco ao instituir a parentalidade positiva, mas a previsão legal, por si só, é insuficiente sem serviços que cheguem às famílias, especialmente às mais vulneráveis. “O fortalecimento das famílias é a forma mais eficaz de proteger a infância”, afirmou.
A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), afirmou que está alinhada à economia do cuidado, dado que o ato de cuidar, historicamente invisibilizado e gerador de grande sobrecarga, recai majoritariamente sobre as mulheres, e exige soluções legais concretas para a sua provisão e suporte.
“Investir na educação familiar preventiva significa promover a sustentabilidade das políticas sociais, reduzindo futuramente a demanda por tratamentos de alta complexidade e a atuação do sistema de justiça criminal”, disse Santos.
Cerca de 200 casos de violência física contra crianças e adolescentes são notificados diariamente nas unidades de saúde do país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indica que 81% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem em casa.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon
-
Política7 dias atrásAudiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado
-
Polícia7 dias atrásPolícia Civil prende idoso procurado por descumprimento de medidas protetivas
-
Cidades6 dias atrásSanidade animal e capacitação técnica impulsionam produtores rurais de Várzea Grande
-
Política4 dias atrásJudiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais
-
Cidades7 dias atrásDAE-VG intensifica força-tarefa contra vazamentos em quatro bairros para reforçar o abastecimento de água
-
Polícia6 dias atrásForça Tática prende homem após tentar matar companheira com facão e incendiar casa
-
Esporte6 dias atrásBrasil empata com Marrocos em estreia nervosa na Copa do Mundo
-
Cidades5 dias atrásSaúde de Várzea Grande recebe recursos para fortalecimento da Atenção Primária

