Política
Câmara aprova urgência de projeto de Juarez que pode reduzir valor do IPVA
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Da Redação
A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei nº 170/2025, que propõe uma mudança no cálculo do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). A iniciativa tem como objetivo corrigir uma distorção no modelo atual de cobrança do tributo no país.
Atualmente, o imposto é calculado sobre o valor do veículo que já inclui outros tributos embutidos, o que, na prática, resulta na cobrança de imposto sobre imposto. A proposta apresentada pelo Deputado federal Juarez Costa (Republicanos),busca mudar essa lógica, estabelecendo que o IPVA passe a incidir apenas sobre o valor real do veículo, sem a inclusão desses encargos adicionais.
Segundo O defensores da medida Juarez Costa, a alteração representa um avanço na justiça tributária, ao tornar o sistema mais transparente e equilibrado para os contribuintes. A expectativa é de que a mudança possa reduzir o valor final pago pelos proprietários de veículos.
Com a aprovação da urgência, o projeto ganha celeridade na tramitação e poderá ser analisado diretamente no plenário da Câmara, sem a necessidade de passar por todas as comissões temáticas.
Caso seja aprovado pelos deputados, o texto seguirá para análise do Senado Federal. Se também for aprovado pelos senadores, o projeto será encaminhado para sanção presidencial e poderá se tornar lei.
A proposta tem potencial de impactar milhões de brasileiros e reacende o debate sobre a carga tributária no país e a necessidade de revisão de critérios considerados excessivos ou injustos.
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Comissão aprova oferta de orientação parental nas redes públicas de saúde e assistência social
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 574/26, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que determina que estados, o Distrito Federal e municípios ofereçam serviços de orientação e apoio em educação parental à população.
Pela proposta, esses serviços deverão ser disponibilizados nas redes públicas de saúde e de assistência social, em espaços escolares e, quando cabível, em espaços públicos e privados conveniados que atendam crianças, adolescentes e suas famílias. O texto inclui a obrigação na Lei 14.826/24, que institui a parentalidade positiva.
Profissionais
O projeto define que os serviços serão executados, preferencialmente, por educadores parentais. Também poderão atuar profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, desde que tenham formação específica ou certificação em estratégias de parentalidade positiva, prevenção de violência e neurociência do desenvolvimento infantil.
Os profissionais de educação parental não poderão exercer atividades exclusivas de profissões regulamentadas, especialmente as de natureza clínica ou terapêutica — como a psicologia clínica. A atuação será apenas preventiva e pedagógica, voltada ao fortalecimento dos vínculos familiares e à capacitação dos cuidadores.
Prevenção à violência
Para Laura Carneiro, a lei de 2024 representou um marco ao instituir a parentalidade positiva, mas a previsão legal, por si só, é insuficiente sem serviços que cheguem às famílias, especialmente às mais vulneráveis. “O fortalecimento das famílias é a forma mais eficaz de proteger a infância”, afirmou.
A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), afirmou que está alinhada à economia do cuidado, dado que o ato de cuidar, historicamente invisibilizado e gerador de grande sobrecarga, recai majoritariamente sobre as mulheres, e exige soluções legais concretas para a sua provisão e suporte.
“Investir na educação familiar preventiva significa promover a sustentabilidade das políticas sociais, reduzindo futuramente a demanda por tratamentos de alta complexidade e a atuação do sistema de justiça criminal”, disse Santos.
Cerca de 200 casos de violência física contra crianças e adolescentes são notificados diariamente nas unidades de saúde do país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indica que 81% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem em casa.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon
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