Polícia
Após informações de que foragido estaria em Mato Grosso, ele foi localizado e preso na cidade de Primavera do Leste
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Um assaltante de banco foragido de um presídio no estado de Rondônia foi recapturado pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta terça-feira (17.3), na cidade de Primavera do Leste, em ação realizada pelos policiais da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol).
O procurado de 44 anos é fugitivo do Presídio de Urso Branco (RO) e foi preso após os policiais da Polinter receberem informações de que ele estaria no estado de Mato Grosso.
O foragido estava utilizando nome falso, o que dificultou a investigação. Ele fazia uso de dados de terceiros, incluindo CPF e contas bancárias, todos vinculados a identidade falsa.
Durante o levantamento do possível paradeiro do procurado, foram identificados diversos endereços em várias cidades. No entanto, um dos locais chamou a atenção da equipe, foi o município de Primavera do Leste pois o suspeito possuía vínculos com pessoas na cidade.
Com base nos indícios, os policiais iniciaram um trabalho de monitoramento que durou cerca de uma semana. Confirmando a localização do foragido, a equipe foi a campo e após aproximadamente 12 horas de campana, conseguiu encontrar o procurado e dar efetivo cumprimento ao mandado de prisão.
Segundo informações da Polícia Civil de Rondônia, o suspeito é considerado de alta periculosidade com vasto histórico criminal, com envolvimento em roubos a banco nos anos de 2022 e 2023, na cidade de Pimenta Bueno (RO).
À época, foi preso e encaminhado ao sistema prisional, mas posteriormente fugiu. Durante a fuga, chegou a ser atingido por um disparo na perna, ainda assim conseguiu escapar do cerco policial.
O delegado da Polinter, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, destacou que as equipes vêm intensificando o trabalho de investigação de foragidos de outros estados. “Por meio dessas investigações qualificadas, estamos obtendo êxito nas capturas por meio de monitoramento contínuo realizado pelos investigadores da unidade”, disse o delegado.
O preso foi encaminhado para audiência de custódia no município de Primavera do Leste e permanece à disposição da Justiça.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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