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Congresso promulga Acordo Mercosul-União Europeia

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O Congresso promulgou nesta terça-feira (17), em sessão solene, o Decreto Legislativo 14, de 2026, que ratifica o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O texto, aprovado pelo Senado no início do mês, prevê redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE. Com a promulgação, fica confirmada a adesão do Brasil ao acordo.

Durante a cerimônia, parlamentares e ministros destacaram o significado da ratificação do tratado, especialmente no contexto atual de instabilidade no cenário internacional.

— Um acordo como este, entre o Mercosul e a União Europeia, é um instrumento de verdadeira estabilidade internacional. Essa é a mensagem que o Congresso Nacional brasileiro transmite ao mundo nesta sessão de hoje: o Mercosul e a União Europeia, ao estabelecer este acordo histórico, escolhem o caminho da parceria, o caminho da tolerância, o caminho da paz — disse o presidente do Senado e do Congresso, senador Davi Alcolumbre, que destacou a celeridade do Parlamento na análise do texto.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, agradeceu ao Congresso a aprovação do acordo. Ele lembrou que o texto aprovado conecta dois blocos econômicos que, juntos, representam mais de 700 milhões de pessoas e um quarto da economia mundial.

— Não poderia deixar de destacar a importância do feito de hoje, cujo significado vai muito além dos números. Em um momento em que o comércio internacional enfrenta tensões, em que o multilateralismo é frequentemente questionado, a parceria entre Mercosul e União Europeia representa uma escolha clara pela cooperação, pelo diálogo, pelo fortalecimento do multilateralismo — afirmou o vice-presidente.  

Alkmin informou que foi assinado nesta terça-feira um plano de trabalho conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a implementação do acordo. A cooperação permitirá ampliar a capacidade institucional e apoiar as empresas na adaptação às novas regras. Ele também pediu o apoio do Congresso na aprovação de outros acordos internacionais.

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), lembrou que a aprovação do acordo não encerra o trabalho dos parlamentares.

—  O Congresso continuará atento, porque todo grande acordo exige acompanhamento permanente, sensibilidade institucional e, sempre que necessário, ajustes que preservem o interesse estratégico do país — lembrou Motta.

Benefícios

O ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, destacou a relevância da assinatura em um momento de “forte fragmentação da ordem internacional”. Para ele, os benefícios do acordo vão além dos econômicos e comerciais.

— Em um mundo marcado pelo protecionismo e pelo unilateralismo, a ampliação da parceria entre o Mercosul e a União Europeia possui enorme relevância geoestratégica, aproximando ainda mais duas regiões que possuem valores comuns como a defesa do multilateralismo, do direito internacional e dos direitos humanos. Este êxito também demonstra a força do Mercosul — disse o ministro.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou os quase 27 anos de negociações para chegar ao texto do acordo (veja os principais pontos no quadro abaixo). Para ela — que relatou no Senado o projeto de decreto legislativo que ratificou o conteúdo do acordo (PDL 41/2026) —, a aprovação  mostrou que, quando o Brasil atua com visão estratégica e coloca a os interesses nacionais acima da “política pequena”, gera resultados concretos e duradouros.

 — O século 21 apresenta desafios inéditos, mas o Brasil tem todas as condições para ocupar um papel relevante nesse cenário. Se o mundo se torna mais turbulento, maior deve ser a nossa determinação. Para isso, nossa política externa deve servir ao Brasil, não a circunstâncias partidárias nem a preferências ideológicas pessoais e momentâneas.

Salvaguardas

O presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o vice, senador Humberto Costa (PT-PE), destacaram a rapidez do governo na aprovação do Decreto 12.866, que instituiu salvaguardas para proteger a competitividade nacional. O texto foi publicado no mesmo dia da aprovação do acordo pelo Congresso.

— Se houver abuso nas salvaguardas europeias, se tentarem impor barreiras desleais aos nossos produtos, o Brasil terá mecanismos ágeis proporcionais para reagir. Não renunciaremos à competitividade dos nossos produtores rurais — garantiu Humberto Costa.

A edição de um decreto com salvaguardas era uma reivindicação de alguns setores, já que a União Europeia havia aprovado, em fevereiro, a diminuição de um “gatilho” percentual a ser acionado para proteger seus produtores. Essa regra permitiria suspender preferências tarifárias se as importações de produtos sensíveis (como carne bovina, aves, açúcar, arroz e mel) do Mercosul aumentarem mais de 5% em relação à média de três anos (em volume). Antes o índice era de 10%.

Aplicação das regras

A entrada em vigor depende da comunicação entre as partes de que o texto foi ratificado. Em 27 de fevereiro, Comissão Europeia anunciou que o bloco iniciaria a aplicação provisória dos termos comerciais, mesmo antes da ratificação total por todos os parlamentos nacionais europeus. No Brasil, essas tratativas ainda dependiam da ratificação do acordo pelo Congresso.

— Em breve, juntamente com os nossos parceiros do Mercosul, notificaremos formalmente a União Europeia a fim de demonstrar a conclusão do processo legislativo. Com isso cresce a expectativa de que já nos próximos meses o acordo possa entrar em vigor e começar a produzir efeitos concretos para as nossas economias — informou o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE).

O deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que relatou o texto na Câmara, disse esperar que em até 60 dias o texto esteja produzindo efeitos.

Também participaram da cerimônia representantes diplomáticos e encarregados de negócios dos seguintes países:  Argentina, Bélgica, Bulgária, Chile, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Guatemala, Irlanda Itália, Áustria, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Paraguai, Polônia, Portugal, República Tcheca, Rússia e Suíça.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Prefeitura avança com obras de drenagem para reduzir alagamentos no Joaquim Curvo e Jardim União

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As obras de drenagem no loteamento Joaquim Curvo, em Várzea Grande, avançam, e a primeira etapa deve ser concluída nas próximas semanas. Iniciadas há cerca de 40 dias, as intervenções são realizadas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Viação e Obras, com o objetivo de melhorar o escoamento das águas pluviais e reduzir os alagamentos que há anos afetam os moradores da região.

Para quem convive há décadas com o problema, o andamento dos trabalhos representa a esperança de dias melhores. Em períodos de chuvas intensas, a água não apenas toma conta das ruas, como também invade residências, provocando prejuízos materiais e transtornos às famílias.

Morador do loteamento há 21 anos, Alcione Marques das Neves relembra episódios de alagamentos que causaram prejuízos a ele e aos vizinhos. Segundo ele, as chuvas mais intensas registradas em 2013, 2019 e 2025 exigiram, inclusive, o auxílio do Corpo de Bombeiros.

“Recentemente, teve chuva intensa, mas também tivemos episódios em 2013, 2019 e 2025, quando foi necessária a ajuda do Corpo de Bombeiros. Agora, com essas obras de instalação de manilhas, esperamos que esse problema seja resolvido”, afirmou.

Kleber Augusto, morador do bairro há 26 anos, também conhece de perto os transtornos provocados pelos alagamentos. Ele conta que o problema surgiu na Rua Itália após a pavimentação, quando, segundo seu relato, não foi implantado um sistema de drenagem adequado.

“Antigamente, esta rua, a Itália, não tinha alagamento. O problema surgiu depois da pavimentação, porque não foi feito o sistema de drenagem. Eu já elevei o nível da minha casa cinco vezes, já perdi muita coisa, e meus vizinhos também tiveram prejuízos”, relatou.

O morador também destacou o compromisso assumido pela prefeita Flávia Moretti durante uma visita ao local, em meio a um dos episódios de alagamento. Segundo ele, a presença da gestora e o início das obras renovaram a confiança dos moradores na solução do problema.

“Eu não acreditei que ela faria a obra aqui, mas ela chegou, andou aqui no meio da água e falou que ia resolver. E, graças a Deus, está resolvendo. Essa é uma alegria para todos nós, moradores desta rua”, declarou.

Trabalhos avançam em diferentes ruas

Atualmente, as equipes trabalham na Rua Cuiabá, onde máquinas abrem valas com aproximadamente cinco metros de profundidade para a instalação de manilhas, estruturas fundamentais para ampliar a capacidade de escoamento das águas pluviais.

Além da Rua Cuiabá, as intervenções estão previstas para as ruas Itália, São Paulo, Jaciara, Joaquim Curvo, Rondonópolis e Argentina.

Jardim União também recebe melhorias na drenagem

Outro bairro atendido pelas equipes da Secretaria Municipal de Viação e Obras é o Jardim União. No local, a Prefeitura iniciou a implantação de uma rede complementar de drenagem para melhorar o escoamento das águas pluviais e reduzir os alagamentos registrados em alguns pontos.

O sistema de drenagem existente não comporta adequadamente o volume de água durante períodos de chuva intensa. Para ampliar a capacidade de vazão, estão sendo implantados cerca de 250 metros de rede complementar, composta por manilhas duplas de 60 centímetros de diâmetro.

De acordo com o superintendente da Secretaria, Mateus Gomes Silva, a nova estrutura será interligada à rede existente, permitindo que os dois sistemas trabalhem em conjunto e ampliem a capacidade de escoamento.

“Quando houver chuvas intensas e uma das redes não for suficiente para escoar toda a água, a segunda funcionará como apoio, contribuindo para melhorar a drenagem e reduzir o risco de alagamentos”, explicou.

O prazo previsto para a conclusão da obra é de aproximadamente 50 dias.

As intervenções nos dois bairros integram as ações da Secretaria Municipal de Viação e Obras voltadas à melhoria da infraestrutura urbana e à redução dos transtornos causados pelas chuvas, buscando proporcionar mais segurança e qualidade de vida à população.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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