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Deputado federal Juarez Costa apresenta projeto de lei para combater cobranças abusivas em praias, rios e cachoeiras

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O deputado federal Juarez Costa apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de

Lei nº 1032/2026, que estabelece regras para a exploração comercial em praias, rios,

cachoeiras e outros espaços naturais de visitação turística no Brasil.

A proposta tem como objetivo garantir mais transparência nas cobranças feitas aos

visitantes e combater práticas abusivas, como a chamada venda casada, quando o

turista é obrigado a consumir produtos ou serviços para utilizar determinada estrutura no

local.

Segundo o deputado, o turismo deve ser uma atividade baseada no respeito ao cidadão

e no acesso democrático aos patrimônios naturais do país.

“O objetivo é garantir que as pessoas possam aproveitar esses espaços com clareza

nas cobranças e sem abusos. O turismo precisa ser organizado, transparente e

respeitoso com quem visita”, destacou.

Proteção ao consumidor

O projeto estabelece regras para o funcionamento de estruturas e serviços turísticos

instalados em áreas naturais, buscando proteger o consumidor e dar mais segurança

jurídica para a atividade turística.

A iniciativa surge em meio a debates no Congresso sobre o acesso público a áreas

naturais, como praias, rios e cachoeiras, que são consideradas bens de uso comum da

população e não devem sofrer restrições ou privatizações indevidas.

De acordo com especialistas e parlamentares que discutem o tema, o acesso

democrático a esses locais é importante para garantir lazer, turismo e qualidade de vida

à população, além de estimular o desenvolvimento econômico das regiões que recebem

visitantes.

Turismo com responsabilidade

A proposta também busca organizar melhor a atividade turística, valorizando os

espaços naturais brasileiros e incentivando práticas sustentáveis.

Na avaliação do autor do projeto, quando há regras claras para exploração comercial,

todos ganham: o turista, que tem mais segurança e transparência, e os

empreendedores locais, que passam a atuar em um ambiente mais organizado.Se aprovado, o projeto seguirá para análise das comissões da Câmara dos Deputados

antes de ser votado no plenário.

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Comissão aprova oferta de orientação parental nas redes públicas de saúde e assistência social

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A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 574/26, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que determina que estados, o Distrito Federal e municípios ofereçam serviços de orientação e apoio em educação parental à população.

Pela proposta, esses serviços deverão ser disponibilizados nas redes públicas de saúde e de assistência social, em espaços escolares e, quando cabível, em espaços públicos e privados conveniados que atendam crianças, adolescentes e suas famílias. O texto inclui a obrigação na Lei 14.826/24, que institui a parentalidade positiva.

Profissionais
O projeto define que os serviços serão executados, preferencialmente, por educadores parentais. Também poderão atuar profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, desde que tenham formação específica ou certificação em estratégias de parentalidade positiva, prevenção de violência e neurociência do desenvolvimento infantil.

Os profissionais de educação parental não poderão exercer atividades exclusivas de profissões regulamentadas, especialmente as de natureza clínica ou terapêutica — como a psicologia clínica. A atuação será apenas preventiva e pedagógica, voltada ao fortalecimento dos vínculos familiares e à capacitação dos cuidadores.

Prevenção à violência
Para Laura Carneiro, a lei de 2024 representou um marco ao instituir a parentalidade positiva, mas a previsão legal, por si só, é insuficiente sem serviços que cheguem às famílias, especialmente às mais vulneráveis. “O fortalecimento das famílias é a forma mais eficaz de proteger a infância”, afirmou.

A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), afirmou que está alinhada à economia do cuidado, dado que o ato de cuidar, historicamente invisibilizado e gerador de grande sobrecarga, recai majoritariamente sobre as mulheres, e exige soluções legais concretas para a sua provisão e suporte.

“Investir na educação familiar preventiva significa promover a sustentabilidade das políticas sociais, reduzindo futuramente a demanda por tratamentos de alta complexidade e a atuação do sistema de justiça criminal”, disse Santos.

Cerca de 200 casos de violência física contra crianças e adolescentes são notificados diariamente nas unidades de saúde do país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indica que 81% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem em casa.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon



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