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Fávaro recebe demandas do setor de hotéis, restaurantes e bares e busca solução para retomada das atividades

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Da Redação.

O senador Carlos Fávaro (PSD) participou de reunião virtual com a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Sindicato de Hoteis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT) e Sindicato dos Hoteis, Bares e Restaurantes de Várzea Grande (Sobresvag) para discutir soluções e traçar uma pauta legislativa e política para os setores que são um dos mais impactados pela crise provocada pelo coronavírus.

Entre as pautas emergenciais que tramitam no Legislativo Federal, as Medidas Provisórias 927, 936 e 944 são as que mais preocupam os setores. Fávaro colocou sua equipe técnica à disposição da federação e dos sindicatos para elaborar propostas que contemplem as necessidades para a retomada das atividades pós-pandemia.

“Temos sim que cuidar da saúde da nossa população, arrumar recursos, mas ao mesmo tempo não podemos deixar perecer as atividades econômicas. Vamos trabalhar junto à Frente Parlamentar do Turismo para que possamos dar um caminho e um tratamento especial a essa atividade que é tão relevante, gera tantos empregos e oportunidades ao Brasil e aos brasileiros”, comenta Fávaro.

Presidente do SHRBS-MT, Luiz Carlos Nigro ressalta a participação do senador numa reunião importante de apresentação de pleitos que permitam que o segmento possa se recuperar após a pandemia de Covid-19.

“O senador Carlos Fávaro entendeu as nossas demandas e se prontificou a ajudar e interagir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para encaminhar nossa preocupação em relação à MP 936. É fundamental que ela tenha um desdobramento para que nós possamos trabalhar tranquilos já que o turismo terá uma recuperação de longo prazo”, explica o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio.

Foto: Assessoria.

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Consumo nos lares acumula alta de 2,70% até setembro, diz Abras

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O Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 2,70% no acumulado de janeiro a setembro, segundo balanço da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que considera o percentual praticamente estável em relação aos 2,71% acumulados até agosto.  

Em setembro houve alta de 0,59% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na comparação mensal, houve queda de 1,46%, depois de dois meses de crescimento, sendo 3,01% em julho e 2,21% em agosto. O levantamento indica que também foram registradas quedas em setembro de 2024 (-1,30%) e de 2025 (-0,94%).

Os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo IBGE e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados, desde os pequenos, de bairro, até os grandes.

Trajetória 

Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o consumo mantém trajetória positiva ao longo do ano, mesmo em cenário em que as famílias precisam conciliar o abastecimento dos lares com outros compromissos do orçamento. “O resultado acumulado até setembro mostra a continuidade desse movimento”, analisa. 

Milan destacou que os indicadores do mercado de trabalho seguem favoráveis, fatores positivos para o consumo, com taxa de desocupação em 5,3% no trimestre encerrado em agosto e  população ocupada em 103,5 milhões de pessoas, maior contingente da série histórica. 

“O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.777, com crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025. Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 385,6 bilhões, também recorde da série, com avanço de 4,8% na comparação anual, o equivalente a R$ 17,5 bilhões a mais”, disse.  

Milan citou o Bolsa Família, que destinou R$ 13,04 bilhões a cerca de 19,3 milhões de famílias em setembro, e o Conselho da Justiça Federal, que liberou R$ 3,22 bilhões aos Tribunais Regionais Federais para o pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), envolvendo mais de 278 mil beneficiários, além do pagamento de 521,9 mil restituições do Imposto de Renda. 

Reeleição  

Milan afirmou que uma das conquistas mais relevantes do governo atual foi a isenção de impostos para os produtos da cesta básica, com uma gama maior de itens, incluindo as proteínas (carne, frango, peixe), o que deve ajudar a manter o consumo.  

“Por outro lado, existe uma preocupação com relação às novas taxas de impostos que serão divulgadas no início da nova gestão, para que isso não onere o restante dos produtos que compõem a cesta de alimento e de consumo. Também estamos preocupados com o endividamento das famílias e as medidas do governo com relação a isso.” 

O vice-presidente da Abras ressaltou a necessidade da manutenção da proibição das bets, que colaboraram para aumento do consumo. Segundo dados divulgados esta semana pela entidade, as vendas de alimentos tiveram alta nas semanas posteriores à medida: de 6,5% de 05 a 11/10/2026, e de 6,3% de 12 a 18/10/2026, ambas comparadas com o mesmo período do ano passado.  

Milan citou também a aprovação do fim da escala 6X1 e na redução da jornada de trabalho dos funcionários. “O supermercado teve um papel relevante na época da pandemia por ser uma atividade essencial. Essas medidas trouxeram uma preocupação porque foi uma legislação para todos os elos da cadeia. Nosso receio é o de que isso não desorganize o sistema de abastecimento como um todo.”



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