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Patrulha Maria da Penha reforça ações de combate à violência doméstica e ao assédio sexual durante o Carnaval

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A Polícia Militar de Mato Grosso intensificou as ações da Patrulha Maria da Penha (PMP) durante a Operação Carnaval 2026, reforçando o trabalho preventivo e de conscientização no combate à violência doméstica e ao assédio sexual até a próxima quarta-feira (18.2), no Estado.

A iniciativa integra o planejamento estratégico durante o período festivo, quando há aumento do fluxo de pessoas em eventos públicos e privados. Além do policiamento ostensivo, as equipes da Patrulha Maria da Penha atuarão com ações educativas, orientações ao público e fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.

Durante o Carnaval, policiais militares realizarão visitas solidárias, abordagens preventivas e distribuição de material informativo, alertando sobre a importância da denúncia e do respeito às mulheres.

“A Patrulha Maria da Penha vai atuar com ações de orientação com estandes, entregar informativos e adesivos com a mensagem ‘Não é Não!’ para que as mulheres possam curtir o Carnaval com respeito. Essas ações serão realizadas em todos os municípios com unidades da PMP. Na Baixada Cuiabana, será realizada a instalação de pontos em Cuiabá, Santo Antônio do Leverger e Chapada dos Guimarães”, destacou a capitã da Polícia Militar e gerente da Patrulha Maria da Penha em Mato Grosso, Denyse Valadão.

A Operação Carnaval 2026 foi deflagrada em todo o Estado até a próxima quarta-feira (18.2). A ação integra o programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas, criado pelo Governo do Estado.

Além do efetivo policial dos batalhões de área, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Policiamento Montado (Cavalaria) e Proteção Ambiental (BPMPA) reforçarão os efetivos de rua, bem como as companhias de Força Tática e Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).

Fonte: Governo MT – MT



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Mato Grosso

Nova edição do “Explicando Direito” aborda critérios científicos para análise da palavra da vítima

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Cartaz verde com o título A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) lançou uma nova edição do programa Explicando Direito, abordando um tema central para a rotina dos magistrados que atuam no âmbito criminal: a análise da palavra da vítima e da prova testemunhal a partir de critérios técnico-científicos.

Apresentado pelo juiz coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior, o episódio conta com a participação do juiz Tiago Gagliano Pinto Alberto, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), reconhecido pela sua atuação acadêmica e científica nas áreas de Direito, Psicologia do Testemunho e Neurociência.

Durante a entrevista, Gagliano explica como a Psicologia Cognitiva pode contribuir para a construção de critérios objetivos na análise da credibilidade dos depoimentos. Segundo ele, a forma como a memória é construída e expressa permite identificar elementos técnicos na narrativa.

“Nós temos um marcador mnemônico, marcador da memória, que se transforma em um marcador de narrativa. Se nós, da estrutura decisória, pudermos identificar os marcadores de narrativa de determinadas situações, nós podemos analisar, por consequência, a credibilidade do relato”.

O magistrado também chama a atenção para um dos principais equívocos na prática jurídica: a confusão entre confiança e credibilidade. Para ele, são conceitos distintos e frequentemente indevidamente misturados. Segundo ele, essa confusão pode levar a decisões baseadas em premissas equivocadas e gerar falsos positivos na análise da prova.

Outro ponto relevante do episódio é a discussão sobre a natureza da memória humana. Gagliano enfatiza que ela não é estática, mas sim constantemente reconstruída, o que exige cautela na interpretação de depoimentos. Ele destaca ainda que fatores emocionais podem afetar significativamente a recordação de fatos, especialmente em situações traumáticas, mencionando casos em que vítimas não conseguem lembrar detalhes básicos. “O bloqueio de memória faz com que a vítima não consiga lembrar determinadas situações”, salienta.

Ao tratar dos instrumentos técnicos disponíveis, o entrevistado destaca as ferramentas de análise da credibilidade do testemunho baseadas no conteúdo verbal, como o protocolo SVA e a análise CBCA. Ele também ressalta o potencial uso da Inteligência Artificial como apoio para cruzar esses critérios técnicos com os depoimentos, sempre com a necessária avaliação crítica por parte do julgador.

Gagliano enfatiza a importância de decisões fundamentadas em critérios científicos, e não apenas em presunções. “Você decide não mais baseado em presunções, mas sim quanto à presença ou ausência de determinados marcadores”, o que, segundo ele, contribui para maior segurança e qualidade na prestação jurisdicional.

Clique neste link para assistir a entrevista completa no YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=R5vpD2CtzyE

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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