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Articulação em Brasília pode tirar Wellington Fagundes da disputa e fortalecer Pivetta em MT

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Visita de Wellington Fagundes a Bolsonaro indica possível recuo na disputa pelo Governo de MT

Fontes ligadas ao site AfolhaNews afirmam que a recente visita do senador Wellington Fagundes (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, teve um tom político que vai além da solidariedade pessoal. Segundo interlocutores, o encontro teria sinalizado um possível recuo de Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026.

De acordo com as informações apuradas, a movimentação faria parte de uma articulação mais ampla dentro do campo político alinhado à direita no estado. O objetivo seria consolidar o nome do vice-governador Otaviano Pivetta como candidato ao Palácio Paiaguás, enquanto o atual governador Mauro Mendes disputaria uma vaga ao Senado Federal.

Fontes em Brasília relatam que o senador Wellington Fagundes teria recebido garantias políticas consideradas confortáveis em caso de desistência da candidatura ao Executivo estadual. Entre os fatores que pesariam nessa decisão está o fato de Fagundes ainda contar com quatro anos restantes de mandato no Senado Federal, o que lhe asseguraria estabilidade política e espaço para futuras articulações.

Nos bastidores, aliados avaliam que a construção de uma candidatura única ao Governo evitaria o enfraquecimento do grupo político e aumentaria as chances de vitória no próximo pleito estadual. Apesar das especulações.

A expectativa é de que os próximos meses tragam definições mais claras sobre o cenário político de Mato Grosso, especialmente com o avanço das articulações nacionais e a influência direta do ex-presidente Jair Bolsonaro nas decisões do campo conservador.

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Gisela nega apoio a Galvan e reafirma Mauro e Buzetti como seus candidatos ao Senado

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) negou ter declarado apoio à candidatura de Antônio Galvan (Avante) ao Senado, apesar de ter aparecido ao lado do empresário em um vídeo no qual o chamou de “nosso futuro senador”. Segundo Gisela, a manifestação ocorreu durante um encontro com Galvan como forma de agradecer o apoio dele à chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Questionada sobre sua posição para o Senado, Gisela afirmou que seus votos são destinados ao senador Mauro Mendes (União Brasil) e à senadora Margareth Buzetti (PP). Ela também disse que não concorda com declarações recentes de Galvan relacionadas à legislação que trata do feminicídio.

“Eu não declarei apoio ao Galvan. Meus senadores são Mauro Mendes e Margareth Buzetti”, afirmou Gisela.

A controvérsia surgiu depois da divulgação de um vídeo em que Gisela aparece ao lado de Galvan e da primeira suplente dele, Pastora Aline. Na gravação, a candidata afirma que a dupla seria importante para Mato Grosso e se refere a Galvan como futuro senador. A declaração foi interpretada como uma manifestação de apoio à candidatura do empresário.

Ao explicar o episódio, Gisela afirmou que houve, de fato, uma aproximação política entre os grupos, mas classificou o gesto como uma forma de retribuir o apoio de Galvan à candidatura de Pivetta. “Existe, sim, um gesto de retribuição ao apoio”, declarou.

A aproximação entre os dois ganhou repercussão também pelas posições diferentes em relação ao tratamento dado pela legislação aos assassinatos de mulheres. Galvan tem defendido que homens e mulheres recebam a mesma punição quando os crimes forem cometidos em circunstâncias semelhantes e já criticou a existência de uma legislação específica para o feminicídio.

Atualmente, o feminicídio é um crime autônomo previsto no Código Penal. A mudança foi estabelecida pela Lei nº 14.994/2024, que também fixou pena de 20 a 40 anos de prisão para o crime.

Gisela afirmou que discorda da posição de Galvan sobre o tema e lembrou que participou da tramitação do chamado Pacote Antifeminicídio enquanto deputada federal. Ela foi relatora na Câmara do projeto apresentado pela então senadora Margareth Buzetti, que posteriormente deu origem à Lei nº 14.994/2024.

Apesar da divergência, Gisela afirmou que o encontro com Galvan ocorreu dentro do contexto da aliança formada para a disputa pelo Governo. Galvan declarou apoio à candidatura de Pivetta, enquanto Gisela integra a chapa como candidata a vice-governadora.

Ao final, a candidata voltou a reafirmar que, na disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso, seus candidatos são Mauro Mendes e Margareth Buzetti.



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