Cidades
Prefeitura recupera ruas do bairro Manaíra e devolve trafegabilidade aos moradores
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As ruas do bairro Manaíra estão sendo recuperadas por equipes da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Viação e Obras, com a execução de serviços de patrolamento e nivelamento das vias. Locais que antes estavam intrafegáveis começam a ganhar nova configuração, com ruas sendo reabertas e recuperadas, possibilitando novamente o acesso de veículos e pedestres.
A falta de manutenção ao longo dos anos fez com que diversas vias do bairro praticamente deixassem de existir, tomadas pelo mato alto, buracos e pela completa intrafegabilidade. Com a execução dos serviços, a secretaria busca restabelecer condições mínimas de tráfego, considerando que o Manaíra ainda não conta com pavimentação asfáltica.
De acordo com o coordenador operacional, Mateus Gomes Silva, a ação tem caráter emergencial e atende a uma demanda antiga da comunidade.
“Estamos realizando o patrolamento e a limpeza das vias para devolver o direito de ir e vir aos moradores. Em muitos pontos, as ruas estavam tomadas pelo mato e sem qualquer condição de tráfego”, destacou.
A Prefeitura de Várzea Grande informa que o bairro está recebendo serviços paliativos, enquanto aguarda a viabilização de recursos, por meio de emendas parlamentares estaduais ou federais, para a execução de um projeto de pavimentação definitiva que possa atender o Manaíra.
Com o trabalho de nivelamento e preparação das vias, o trânsito volta a fluir de forma mais segura e tranquila, reduzindo transtornos enfrentados por moradores que, por anos, conviveram com dificuldades de locomoção e até situações de isolamento.
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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura
A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)
O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.
Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.
Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.
O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.
Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.
Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.
A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.
Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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