Nomeação de Secretário
Prefeita de VG escolhe sócio como subsecretário de Serviços Públicos de Várzea Grande
A nomeação do sócio de Moretti oficializada nesta sexta-feira é valida com data retroativa de 2 de janeiro deste ano, logo após a prefeita assumir o comando do Paço Couto Magalhães.
Política
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), nomeou seu sócio, José Carlos Miranda de Andrade, como subsecretário de Serviços Públicos do município. A nomeação foi oficializada nesta sexta-feira (17), mas já era de conhecimento público que José Carlos estava atuando no cargo.
A nomeação do sócio de Moretti oficializada nesta sexta-feira é valida com data retroativa de 2 de janeiro deste ano, logo após a prefeita assumir o comando do Paço Couto Magalhães.
Uma consulta ao portal Redesim do Governo Federal realizada nesta sexta-feira revelou que tanto Flávia Moretti quanto José Carlos Miranda de Andrade figuram como sócios e administradores da empresa La Ville Consultoria de Projetos de Arquitetura, Urbanismo e Ambiental e Representações Comerciais Ltda. Além deles, a advogada Gisele Gaudêncio Alves da Silva, ex-sócia de Moretti em escritório de advocacia, também figura no quadro societário da empresa.
Fundada em novembro de 2013, o endereço de funcionamento da La Ville é o mesmo da prefeita de Várzea Grande. A empresa atua em projetos de arquitetura, licenciamentos urbanísticos e ambientais para diversas áreas, incluindo comerciais, residenciais e empreendimentos imobiliários, com atuação principalmente em Várzea Grande e região.
Quando abordado pela reportagem, o subsecretário negou qualquer vínculo com a prefeita em relação à sociedade na empresa e afirmou que não queria dar entrevista.
“Eu não tô dando entrevista, entendeu? Então, se você quiser algum questionamento, você pode ir lá na Secom falar com qualquer um dos jornalistas, que eles vão te informar”, afirmou.
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da prefeita Flávia Moretti, mas até o fechamento da matéria não tivemos resposta.
Política
Após novo tarifaço dos EUA, medida provisória abre linha de crédito extra
Empresas afetadas pelo tarifaço imposto na semana passada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros poderão recorrer a uma nova linha de crédito. A terceira rodada do Plano Brasil Soberano, como foi batizada a iniciativa pelo Executivo, será viabilizada pela MP 1.379/2026, publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União. O plano prevê um socorro de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.
Dos R$ 18,5 bilhões, R$ 13,5 bilhões serão de recursos do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES. Os R$ 13,5 bilhões do Tesouro vêm de valores não usados no Plano Brasil Soberano 1 e da renegociação de dívidas rurais, e não devem, segundo o governo, gerar impacto no resultado primário das contas nacionais.
Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, como a guerra entre EUA e Irã. Setores considerados estratégicos também foram incluídos.
As linhas poderão ser utilizadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de abertura e prospecção de mercados.
Entre os setores beneficiários estão agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, florestas plantadas, mineração, indústrias químicas e farmacêuticas, fertilizantes, setor têxtil, máquinas e equipamentos e setor automotivo.
A MP, que será apreciada por deputados e senadores em uma comissão mista, tem validade até 19 de setembro. Os parlamentares têm até 10 de agosto para apresentar emendas. A partir de 5 de setembro, ela entra em regime de urgência, obstruindo a pauta de votações.
Lei sancionada
Na mesma data de edição da nova medida, foi publicada a Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e proveniente da MP 1.345/2026, de maio deste ano. A medida autorizou a concessão de até R$ 15 bilhões em linhas de crédito para empresas exportadoras e da agroindústria afetadas por medidas comerciais unilaterais e instabilidades no cenário internacional. Ela corresponde à segunda rodada do Brasil Soberano.
Em agosto de 2025, o governo editou a MP 1.309/2025, lançando o Plano Brasil Soberano para enfrentar os efeitos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A MP autorizou o uso do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para respaldar operações de crédito.
Com informações da Agência Brasil
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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