em Nova Marilândia

Primeira-Dama de MT marca presença no encerramento da turnê do Programa SER Família Fé e Vida

A turnê contou com a palestra-show do padre Fábio de Melo e passou por seis cidades

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Política

Foto: Jana Pessôa/Unaf

A 1ª edição do Programa SER Família Fé e Vida, foi encerrada na última quarta-feira (18.12), em Nova Marilândia. O programa foi idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.

A turnê contou com a palestra-show do padre Fábio de Melo e passou por seis cidades, incluindo Cuiabá, Sorriso, Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra, Campo Verde e Nova Marilândia, sempre com a presença da primeira-dama.

O evento contou com a participação do prefeito de Nova Marilândia, Jefferson Nogueira, da primeira-dama Amanda Chuzs, do Bispo Dom Vital, dos padres João Paulo (Paróquia Nossa Senhora de Fátima) e Francisco Chagas (Paróquia Mãe dos Homens, de Santo Afonso), entre outras autoridades.

O Programa SER Família Fé e Vida foi criado pela primeira-dama, motivada por relatos de pessoas com depressão. A iniciativa surgiu por meio de uma parceria com a MT Par, sob a liderança do presidente Wener Santos, que trouxe o projeto do padre Fábio de Melo.

“Agradeço a todos que oraram por mim no momento em que passei por problemas de saúde. Especialmente agradeço ao meu amigo, presidente Wener, e à sua esposa Eulália. Temos outras parcerias, e ele sempre tem ótimas ideias. Essa união com os prefeitos foi muito importante, com o apoio do nosso querido senador Cidinho. Gratidão”, agradeceu a Virginia Mendes.

“Na última segunda-feira, infelizmente tivemos um caso de uma moça em Cuiabá que deixou dois filhos por conta de uma depressão. É muito importante falar sobre o assunto, ter um padre, um pastor, um familiar ou amigo com quem possa se abrir, e buscar ajuda profissional. Espero que esse programa toque inúmeros corações”, compartilhou a primeira-dama Virginia Mendes.

Durante uma de suas reflexões, o padre Fábio de Melo destacou que a tristeza é inevitável, mas é essencial aprender a acalmar a mente.

“Sentir tristeza é normal. Acordar angustiado porque teve um sonho ruim, com aquela sensação desagradável, ou por um rompimento, ou por motivo de luto. O dia de hoje você nunca mais terá, e ficar remoendo o tempo também não vai ajudar. Precisamos aprender a acalmar a mente”, refletiu.

Wener Santos, presidente da MT Par, comentou sobre a parceria com o apoio da primeira-dama do Estado, destacando a importância de levar mensagens de conscientização por meio do projeto.

“Me emociono ao falar do programa SER Família Fé e Vida, porque comecei junto com a dona Virginia, com a confiança que ela me deu, e sonhei com ela por esse momento. Aqui e em todo o mundo, inúmeras pessoas estão sofrendo silenciosamente. Esse programa veio para conscientizar as pessoas de que existe, sim, uma maneira de cura contra a depressão. Dona Virginia abraçou a causa, e o governador prontamente atendeu o projeto”, contou.

Cidinho Santos, junto de sua esposa Marli Becker, parabenizou a primeira-dama Virginia Mendes pelas iniciativas realizadas. “Parabéns Virginia, pelo trabalho que você tem se dedicado, juntamente com o governador Mauro Mendes, de cuidar das pessoas. É uma honra receber você em nossa cidade. ”

Virginia informou que prefeitos de outros municípios manifestaram interesse em levar o programa SER Família Fé e Vida para suas cidades.

“Com fé em Deus, no próximo ano teremos novas edições com a participação do padre Fábio de Melo”, afirmou.

Viabilizado pelo Governo do Estado em parceria com a MT Par, o programa contou com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedec), da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

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Política

Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia

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A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.

O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.

A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.

Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.

O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).

Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:

  • tempo adicional para as avaliações;
  • ambiente com menos estímulos para distraí-los;
  • oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
  • recursos tecnológicos de apoio; e
  • flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.

Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.

A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.

O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.

Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.

Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba

Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná

Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).

Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.

O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.

Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.

Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.

Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.

Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.

Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.

Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.

A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.

A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).

Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.

O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra



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