fatalidade
Advogada de 32 Anos morre em colisão entre caminhonete e carreta na BR-364
A batida envolveu uma caminhonete Amarok branca, onde a advogada estava, e uma carreta Mercedes Benz 1935 branca
Polícia
Advogada Bruna Adryellen Padilha Ferreira, de 32 anos, faleceu na manhã desta sexta-feira (29) em um acidente de trânsito envolvendo uma caminhonete e uma carreta. A colisão ocorreu no km 491 da BR-364, no município de Jangada, (a 75 km de Cuiabá).
Segundo informações fornecidas pela concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração do trecho, o acidente aconteceu por volta das 11h47. A batida envolveu uma caminhonete Amarok branca, onde a advogada estava, e uma carreta Mercedes Benz 1935 branca.
De acordo com a Polícia Civil, o motorista da carreta relatou que estava dirigindo no sentido Cuiabá/Jangada quando foi surpreendido por uma caminhonete que realizava uma manobra no trevo de Acorizal, atravessando toda a pista da rodovia. Devido à manobra inesperada, ele não conseguiu frear a tempo de evitar a colisão.
No local, a Rota constatou o falecimento da jovem. O motorista da carreta, por sua vez, saiu ileso e optou por assinar o termo de recusa de atendimento médico.
APerícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionadas para apurar as circunstâncias do acidente.
O velório de Bruna ocorrerá na Funerária Santa Rita, em Cuiabá, a partir do meio-dia. O sepultamento está marcado para domingo (1º), também ao meio-dia, no Cemitério Parque Bom Jesus.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso manifestou pesar pela morte da jovem.
Nota
“Faleceu nesta sexta-feira (29) em decorrência de um acidente na BR-364 a jovem advogada Bruna Adryellen Padilha Ferreira, inscrita na 5ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). O acidente foi registrado em Jangada.
O velório será realizado a partir do meio-dia na Capital, na Funerária Santa Rita, e o sepultamento está previsto para domingo (1) também ao meio dia, no Cemitério Parque Cuiabá.
Diante desta morte precoce, a OAB-MT externa o mais sincero pesar, desejando aos familiares enlutados força e fé para superar a dor da perda.”
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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