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Transpetro lança primeiro edital de patrocínio para projetos culturais

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A Transpetro, subsidiária da Petrobras, vai investir até R$ 17 milhões em projetos em todo o país, para promoção da educação, geração de renda e fortalecimento da cultura brasileira. Do total, R$ 10 milhões serão destinados a projetos culturais e R$ 7 milhões a projetos esportivos, informou a gerente de Comunicação Empresarial e Imprensa da companhia, Lílian Rossetto.

A primeira seleção pública da história da Transpetro para patrocínio de projetos culturais e esportivos – o edital Transpetro em Movimento – foi lançada nesta quarta-feira quarta-feira (12), quando a empresa comemora 26 anos. O evento foi no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. 

No eixo cultural, as iniciativas devem ter valor mínimo de R$ 400 mil e máximo de R$ 3 milhões. A ideia é valorizar a música, as artes cênicas, as artes visuais com foco em geração de renda e festivais multilinguagem. No eixo esportivo, a empresa pretende atuar no esporte amador, compreendendo projetos inclusivos, com ações de valor mínimo de R$ 400 mil.

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, lembrou que uma das metas que persegue desde que assumiu o cargo é retomar o protagonismo da estatal no desenvolvimento econômico e social do país. Destacou que “o primeiro edital de patrocínio cultural e esportivo da história da empresa materializa esse compromisso e assegura que os resultados financeiros da companhia estejam associados ao investimento na sociedade e à geração de impactos positivos na vida das pessoas”.

Temáticas

O edital contempla projetos que tenham duração de até 12 meses e temáticas enquadradas nas linhas de atuação Educação e Patrimônio Imaterial e Preservação, que consideram quatro pilares: brasilidade, diversidade, inclusão e abrangência. Podem se inscrever projetos apoiados pela Lei Rouanet, na área da cultura, ou pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte, no caso de projetos esportivos. As inscrições estarão abertas de 12 de junho a 12 de julho no site www.transpetro.com.br. Os projetos selecionados serão divulgados a partir do dia 8 de outubro. Lilian Rossetto explicou que eles receberão uma parcela do patrocínio ainda neste ano.

Terão pontuação adicional os projetos com execução prevista em regiões de atuação da Transpetro. “Esse foi um cuidado que tivemos. Projetos que forem executados em nossa área de abrangência terão pontuação adicional e aqueles para os públicos prioritários também”, ressaltou a gerente.

Entre esses públicos prioritários, citou comunidades tradicionais, povos indígenas, pescadores, quilombolas, pessoas com deficiência, LGBTQIA+, mulheres, crianças e negros. “A Transpetro tem muitas ações voltadas para a diversidade. É um direcionamento forte da nossa gestão”. Além disso, temas que trabalhem com sustentabilidade, direitos humanos e inovação também terão pontuação adicional.

ODS/ONU

Os projetos devem contribuir também para o alcance das metas estabelecidas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS/ONU), que integram a Agenda 2030 e são voltadas para saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, trabalho decente e crescimento econômico, redução das desigualdades, ação contra a mudança global do clima), paz, justiça e instituições eficazes.

Os projetos inscritos serão submetidos a etapas de triagem administrativa, triagem técnica e avaliação por uma comissão de seleção. O regulamento da seleção pública pode ser consultado no site da Transpetro.

A companhia opera 48 terminais, sendo 27 aquaviários e 21 terrestres, cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 35 navios. A Transpetro é a maior subsidiária da Petrobras e a maior companhia de logística multimodal de petróleo e derivados da América Latina. Tem carteira com mais de 160 clientes e presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás.



Fonte: Agência Brasil

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Com diálogo e participação dos servidores, Prefeitura finaliza PCCS da Saúde e envia à Câmara

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A manhã desta segunda-feira (31) marcou uma etapa histórica para os servidores da Saúde de Várzea Grande. Após meses de reuniões, estudos técnicos, escuta das categorias e construção conjunta, foi realizada a última reunião para assinatura da minuta do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Saúde. Com a conclusão dessa etapa, o documento seguirá para análise e votação na Câmara Municipal.

A construção do PCCS representa a retomada de uma reivindicação aguardada há anos pelos trabalhadores da Saúde. O novo plano contempla diferentes categorias e níveis profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos, radiologistas e demais servidores de níveis médio e superior.

Para a prefeita Flávia Moretti, a construção do plano só poderia acontecer a partir do diálogo e da participação efetiva dos servidores. Segundo ela, cada categoria possui características, necessidades e particularidades próprias, o que exigiu uma análise individualizada antes da definição do texto final.

“Não seria possível fazer um PCCS sem ouvir quem está lá na ponta. Cada categoria tem sua realidade, suas necessidades e suas peculiaridades. Foi preciso ouvir, estudar e analisar cada situação para chegarmos a um plano que represente aquilo que os servidores definiram e concordaram”, destacou.

A prefeita também ressaltou que o processo não foi simples, justamente pela diversidade de profissionais que integram a rede municipal de Saúde. Foram considerados os impactos para cada carreira e também para as finanças do município, buscando construir uma proposta responsável e sustentável.

“Esse plano está do jeito que a classe definiu e concordou. E esse é o maior ganho. Não estamos falando apenas do servidor, mas também da família deles, porque estamos falando de carreira, valorização e de uma aposentadoria mais digna e real”, afirmou Flávia.

O documento seguirá agora para a Câmara Municipal, onde será analisado pelos vereadores.

Um marco para quem esperou por anos

Entre os servidores, a assinatura da minuta foi recebida com emoção. Para muitos trabalhadores, o momento representa o resultado de uma luta iniciada há mais de uma década.

A assistente social Luzimar Ferreira, servidora concursada há mais de 23 anos e integrante do Conselho Municipal de Saúde, destacou a importância de finalmente ver o PCCS avançar.

“É um reconhecimento muito importante para nós, servidores. Foram muitos anos de espera e de luta. Ver esse processo chegando a essa etapa nos traz esperança e mostra que a nossa voz foi ouvida”, afirmou.

A servidora Terezinha Bianchini, que completa 31 anos de serviço público em Várzea Grande no próximo mês, também classificou o momento como um marco histórico. Segundo ela, durante sua trajetória, nunca havia presenciado uma gestão assumir diretamente a condução de um processo dessa dimensão voltado à valorização dos servidores da Saúde.

“É um marco histórico. Eu tenho 30 anos de Várzea Grande e nunca vivenciei algo assim. Sempre fomos nós, servidores, que precisávamos correr atrás, procurar vereadores e lutar para conseguir avançar. Agora partiu da própria gestão a iniciativa de construir esse PCCS. Isso vai ficar marcado na história”, declarou, emocionada.

Valorização que chega à ponta

O presidente do Sindicato dos Médicos, Valdir Coelho, servidor há 33 anos, também reconheceu o avanço. Para ele, a construção do plano representa uma conquista importante para uma categoria que há anos aguardava por uma atualização.

“Hoje foi um grande avanço. Estamos lutando por isso há muitos anos, sem reajuste e sem PCCS. Agora tivemos uma grande valorização da categoria médica e estamos satisfeitos com a negociação. Esperamos que esse projeto avance também na Câmara e seja implementado no próximo ano”, afirmou.

Segundo o médico, a construção foi possível a partir do diálogo permanente entre a gestão e os servidores, aliado à responsabilidade fiscal.

A previsão estabelecida no plano prevê a primeira tabela de reajuste para 1º de janeiro de 2027, com conclusão da implantação prevista para 1º de janeiro de 2028.

Gestão e servidores construindo juntos

O secretário municipal de Saúde em exercício, Michael Alves, também destacou a emoção de acompanhar a conclusão dessa etapa. Para ele, o processo demonstra o compromisso da gestão com a valorização profissional.

Michael ressaltou que o avanço do PCCS só foi possível graças à abertura para o diálogo e à disposição das categorias em construir uma proposta possível, responsável e que atendesse às necessidades dos servidores.

A prefeita reforçou ainda que os trabalhadores da Saúde são os “braços e os olhos” da gestão na ponta, dentro das unidades, no Pronto-Socorro e em todos os serviços oferecidos à população.

“Quando valorizamos o profissional, a Saúde também ganha. E, junto com a valorização, precisamos fortalecer o acolhimento, a escuta ativa e o cuidado com quem procura nossos serviços. Um servidor valorizado tem melhores condições para cuidar da população”, pontuou.

O vereador Rogerinho Dakar, da base aliada da prefeita, parabenizou os profissionais e destacou que a valorização também produz reflexos na economia local.

“Um servidor bem pago, bem qualificado e motivado melhora o serviço prestado à população. E essa melhoria também movimenta a economia do município, porque aumenta o poder de compra das famílias. A prefeita está fazendo a diferença, mesmo diante das dificuldades financeiras que o município enfrenta”, afirmou.

O vereador Enfermeiro Emerson, representante da bancada da Saúde na Câmara, destacou que a assinatura desta segunda-feira abre uma nova etapa, agora com a participação do Legislativo.

“É justamente agora que começa uma parte essencial do trabalho político. A prefeita nos convidou para acompanhar esse momento e, daqui para frente, nós vereadores teremos uma responsabilidade importante na análise e na tramitação desse projeto”, afirmou.

Já o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde, Carlino Neto, destacou o compromisso conjunto para fortalecer a arrecadação e garantir a sustentabilidade das medidas.

“Assumimos junto com a prefeita o compromisso de fazer o trabalho de casa, aumentar a arrecadação e melhorar aquilo que for necessário para atender o servidor. A prefeita não está apenas cumprindo a responsabilidade fiscal, mas também demonstrando responsabilidade social”, declarou.

Mais do que um plano, uma conquista coletiva

Ao longo do processo, a construção do PCCS foi marcada pela participação de diferentes categorias e pela busca de equilíbrio entre valorização profissional e responsabilidade financeira.

Para os servidores, entretanto, o significado vai além de uma tabela salarial ou de uma progressão de carreira. Representa reconhecimento, perspectiva profissional e a possibilidade de construir uma trajetória mais segura dentro do serviço público.

A prefeita Flávia Moretti reforçou que a valorização precisa caminhar lado a lado com a humanização do atendimento.

“Os servidores são quem estão todos os dias olhando para o cidadão, ouvindo suas necessidades e fazendo a Saúde acontecer. Se conseguimos valorizar quem cuida, também conseguimos melhorar o cuidado oferecido à população”, afirmou.

Com a assinatura da minuta, uma longa etapa chega ao fim. Agora, o PCCS da Saúde entra em uma nova fase: a análise pelo Legislativo Municipal. Para quem esperou anos por esse momento, fica a sensação de que uma antiga reivindicação finalmente começa a ganhar forma concreta — construída, desta vez, com diálogo, participação e a voz dos próprios servidores.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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