Esporte
Palmeiras e Red Bull Bragantino empatam na 2ª rodada do Brasileirão Feminino
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Pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro Feminino, o Palmeiras empatou com o Red Bull Bragantino por 2 a 2 na tarde desta quarta-feira (20), no Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques da Silva, em Santana de Parnaíba (SP). A atacante Amanda Gutierres marcou os dois gols alviverdes.

As Palestrinas voltam a campo no próximo domingo (24), às 10h, contra o Botafogo, no Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí-SP.
O jogo
Logo no primeiro minuto, Amanda Gutierres arriscou uma bomba do meio de campo e a bola passou por cima do gol. Aos oito, Yamila Rodríguez pressionou a zagueira na entrada da área, ficou com a bola e finalizou, mas a goleira Aline fez a defesa. Aos 10 minutos, Laís abriu o placar para o Red Bull Bragantino.
As Palestrinas continuaram trazendo perigo para a defesa bragantina. Outra oportunidade aconteceu aos 23 minutos, em cobrança de falta, Yamila cobrou direto para o gol e a bola ficou com a goleira. Apesar da intensidade alviverde, aos 40, Laís marcou mais um tento para o time da casa.
O Verdão voltou para o segundo tempo com alterações e continuou com o ritmo ofensivo. Aos três minutos, Taina Maranhão recebeu de Brena, invadiu a área, bateu cruzado e parou na arqueira. Com 15, Amanda tentou de cabeça e a bola foi pela linha de fundo.
Achando espaços no campo de defesa das adversárias, aos 18 minutos, Brena e Amanda tabelaram e a camisa 9 arriscou, mas Alice defendeu. Aos 28, Ingryd cobrou falta pelo lado direito, mandou uma bomba no canto da goleira, que fez a defesa. Em mais uma oportunidade, aos 36, Taina encontrou Amanda dentro da área, a atacante cabeceou forte e a arqueira defendeu, a bola bateu na trave e foi para fora.
Aos 45 minutos, Bianca fez lançamento na área e Amanda, de cabeça, marcou o terceiro gol dela na temporada. Aos 52, Gutierres empatou para o Palmeiras: a atacante saiu da marcação e mandou de cobertura para o gol, sem chances para Alice.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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