Esporte

Corinthians conhece os primeiros adversários na CONMEBOL Sudamericana

Publicado em

Esporte


Infelizmente, o Fortaleza não conquistou seu primeiro título internacional na história. No sábado, o time enfrentou a LDU do Equador, no estádio Domingo Burgueño, em Maldonado, Uruguai, e depois de um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, acabou perdendo nos pênaltis por 4 a 3.

Logo aos dois minutos do segundo tempo, Lucero abriu o placar para o Fortaleza. No entanto, Alzugaray empatou aos dez minutos da etapa complementar. Nas penalidades, Domínguez defendeu as cobranças de Silvio Romero, Pedro Augusto e Brítez. Guerrero e Alvarado também desperdiçaram para a LDU, mas mesmo assim os equatorianos ficaram com o título.

Essa é a segunda conquista da Copa Sul-Americana da LDU, que venceu o Fluminense na final de 2009. Além de garantir vaga na próxima Libertadores, a Liga de Quito recebeu uma premiação de R$ 42,3 milhões da Conmebol. O Fortaleza, por sua vez, recebeu R$ 26,8 milhões.

No primeiro tempo, houve uma disputa intensa no meio-campo. O Fortaleza teve mais perigo e criou boas oportunidades, como um desvio em Zé Welison que quase resultou em gol e um chute defendido pela LDU.

No segundo tempo, o Fortaleza abriu o placar com Lucero logo no início, mas a LDU empatou com um belo gol de Alzugaray. As duas equipes fizeram substituições e buscaram a vitória, mas nenhum time conseguiu marcar.

Na prorrogação, o Fortaleza teve uma boa chance com Tinga de cabeça, mas o jogo terminou empatado novamente. Yago Pikachu quase marcou no início da prorrogação, mas ninguém chegou para completar o passe. Houve também um momento de drama quando Titi saiu de campo machucado, mas retornou para jogar até o fim.

Infelizmente, o Fortaleza não conseguiu superar a LDU nos pênaltis e acabou perdendo o título. É uma grande conquista para a equipe equatoriana, que garantiu vaga na Libertadores e um prêmio significativo.





AGÊNCIA DE ESPORTES

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA