Esporte
Seleção enfrenta Argentina pelas quartas de final da Copa Ouro
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O treinador da Seleção Brasileira Masculina, Dorival Júnior, anunciou nesta sexta-feira (1º) sua primeira convocação à frente da Amarelinha, em evento na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Ele chamou 26 atletas para os amistosos contra a Inglaterra, em 23 de março, no Estádio de Wembley, em Londres (ING), e contra a Espanha, em 26 de março, no Santiago Bernabéu, em Madrid (ESP).
“Penso na Copa do Mundo em dois anos e meio. Podem ter certeza que teremos resultados que vão surpreender:, afirmou o técnico da Seleção.
“Acreditem, confiem no trabalho. Nos preparamos muito para que um dia isto aconteça. Não tenho dúvidas que estaremos presentes novamente em uma decisão de Copa. Nosso trabalho será voltado a isso”, acrescentou.
Estreantes
Na lista, o treinador chamou, pela primeira vez, cinco atletas para a Seleção: Beraldo (PSG), Rafael (São Paulo) Murilo (Palmeiras), Savinho (Girona) e Pablo Maia (São Paulo).
O coordenador executivo geral das Seleções Brasileiras Masculinas, Rodrigo Caetano, também participou da entrevista coletiva.
Dorival foi apresentado oficialmente em 11 de janeiro e, desde então, realizou um trabalho de integração e observação de atletas. Em fevereiro, treinador e integrantes da comissão técnica estiveram na Europa por duas semanas, assistindo a partidas dos principais campeonatos do continente e a treinamentos nos CTs dos clubes. O objetivo foi aproximar a troca de informações com as equipes europeias para definir a melhor lista de convocados.
Ao mesmo tempo, o técnico acompanhou o início da temporada do futebol brasileiro, que já teve rodadas de campeonatos estaduais, além da disputa da Supercopa do Brasil e da primeira fase da Copa do Brasil.
Veja a lista de convocados:
Goleiros:
Bento – Athletico-PR
Ederson- Manchester City (ING)
Rafael – São Paulo
Laterais:
Danilo – Juventus (ITA)
Yan Couto – Girona (ESP)
Ayrton Lucas – Flamengo
Wendell – Porto
Zagueiros:
Beraldo – PSG (FRA)
Gabriel Magalhães – Arsenal (ING)
Marquinhos – PSG (FRA)
Murilo – Palmeiras
Meio-campistas:
André – Fluminense
Andreas Pereira – Fulham (ING)
Casemiro – Manchester United (ING)
João Gomes – Wolverhampton (ING
Bruno Guimarães – Newcastle (ING)
Douglas Luiz – Aston Villa (ING)
Lucas Paquetá – West Ham (ING)
Pablo Maia – São Paulo
Atacantes:
Endrick – Palmeiras
Rodrygo – Real Madrid (ESP)
Gabriel Martinelli – Arsenal (ING)
Raphinha – Barcelona (ESP)
Richarlison – Tottenham (ING)
Savinho – Girona (ESP)
Vinicius Junior – Real Madrid (ESP)
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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