Esporte
Cruzeiro é eliminado da Copa do Brasil no primeiro jogo
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Em uma partida emocionante realizada no estádio Marizão, o Sousa, da Paraíba, deu um verdadeiro golpe de surpresa ao vencer o Cruzeiro por 2 a 0 nesta quarta-feira (21), eliminando o time mineiro, maior vencedor do torneio, já na primeira fase da Copa do Brasil.
Os dois gols da equipe paraibana, que disputa a Série D, saíram na etapa final, ambos dos pés de Danillo Bala, aos 43 e 49 minutos do segundo tempo, respectivamente. Mesmo jogando com o time titular, o Cruzeiro não conseguiu superar a determinação do Sousa, que avança para a próxima fase da competição.
A partida foi marcada pelas condições adversas do gramado encharcado devido às fortes chuvas, o que dificultou o nível técnico do jogo. Mesmo assim, ambas as equipes mostraram empenho em superar as adversidades e levar perigo às metas adversárias.
Com a vitória, o Sousa agora aguarda o vencedor do confronto entre Petrolina-PE e Cascavel-PR para conhecer seu próximo adversário na Copa do Brasil. O duelo entre pernambucanos e paranaenses está marcado para o dia 28 de fevereiro, no estádio Paulo Coelho, em Pernambuco.
A eliminação precoce do Cruzeiro, que tinha a vantagem do empate devido ao ranking da CBF, surpreendeu o mundo do futebol e marca um capítulo inesperado na história da competição. O Sousa celebra a conquista e a oportunidade de avançar na Copa do Brasil após a brilhante atuação diante de um dos gigantes do futebol brasileiro.
FICHA TÉCNICA
Sousa-PB 2 X 0 Cruzeiro
Motivo: primeira fase da Copa do Brasil.
Data: 21 de fevereiro de 2024.
Local: Marizão, em Sousa (PB).
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (Fifa/RS).
Assistentes: Maira Mastella Moreira (Fifa/RS) e Fabrício Lima Baseggio (RS).
Gols: Danilo Bala, aos 43min e aos 49min do 2ºT (Sousa-PB).
Cartões amarelos: Hebert, Adriano Seixas e Paulo Schardong (Sousa); Lucas Silva, Zé Ivaldo, Arthur Gomes e William (Cruzeiro).
Sousa-PB: Bruno Fuso; Iranilson, Adriano Seixas, Breno Cézar (Goldeson, aos 35min do 2ºT), Marcelo Duarte e Jackson; Hebert (Juninho), Leozinho (Ewerton Potiguar), Aruá e Michel Potiguar (Danilo Bala); Diego Ceará. Técnico: Paulo Schardong.
Cruzeiro: Rafael Cabral; Wesley Gasolina (William), Zé Ivaldo, Neris e Marlon; Lucas Romero, Filipe Machado, Lucas Silva (Japa, no intervalo) e Matheus Pereira; Arthur Gomes (João Pedro) e Juan Dinenno (Rafael Elias). Técnico: Nicolás Larcamón.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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