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América-MG derrota o Cruzeiro e mantém invencibilidade no Campeonato Mineiro

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Em uma noite de quinta-feira marcada pela rivalidade mineira, o América-MG visitou o Cruzeiro no Estádio Mineirão e saiu vitorioso, impondo ao time da casa sua primeira derrota no Campeonato Mineiro. Com gols de Renato Marques e Rodrigo Varanda, o Coelho triunfou por 2 a 0, em confronto válido pela sexta rodada da competição.

O resultado positivo para o América-MG não só manteve a equipe invicta no estadual, como também reforçou sua liderança no Grupo C, alcançando 13 pontos, agora seis pontos à frente do segundo colocado. Por outro lado, apesar do revés, o Cruzeiro continua na ponta do Grupo A, somando 10 pontos.

O clássico foi repleto de emoções desde os primeiros minutos, com o América-MG mostrando sua força. Vitor Jacaré, logo no início, quase abriu o placar em duas oportunidades seguidas, colocando pressão sobre a defesa cruzeirense. O Cruzeiro respondeu com tentativas de William e Juan Dinneno, mas sem sucesso em alterar o marcador.

Apesar de um primeiro tempo equilibrado e sem gols, o América-MG veio determinado para a segunda etapa. O time conseguiu balançar as redes com Fabinho, mas o gol foi anulado por impedimento. Persistente, o Coelho abriu o placar aos 15 minutos do segundo tempo com um belo gol de Renato Marques, que encobriu o goleiro Rafael Cabral.

O Cruzeiro tentou reagir e quase empatou com uma jogada de Matheus Pereira, mas o goleiro Dalberson fez uma defesa crucial, mantendo a vantagem do América-MG. Já próximo do final da partida, aos 41 minutos, Rodrigo Varanda ampliou a vantagem para o Coelho, consolidando a vitória por 2 a 0.

O jogo ainda teve seu momento de tensão nos minutos finais, com Lucas Romero, do Cruzeiro, recebendo cartão vermelho direto após um lance com Rodrigo Varanda.

Com este resultado expressivo, o América-MG segue fortalecido no Campeonato Mineiro, enquanto o Cruzeiro busca se recuperar já na próxima rodada. Os dois times retornam ao campo neste domingo, com o Cruzeiro enfrentando o Democrata, e o América-MG jogando contra o Villa Nova, prometendo mais emoções no estadual mineiro.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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