Esporte
Brasil vence Venezuela e busca vaga olímpica contra Argentina
Esporte
A Seleção Brasileira foi superada pelo Paraguai por 1 a 0, na estreia pelo quadrangular final do Torneio Pré-Olímpico, nesta segunda-feira (5), no Estádio Brígido Iriarte, em Caracas, na Venezuela. O volante Peralta fez o gol do Paraguai no fim do primeiro tempo.
A equipe de Ramon Menezes teve boas chances de marcar, principalmente no primeira etapa, com Endrick e John Kennedy, mas não foi efetiva nas finalizações.
Mycael durante a partida do Brasil contra o Paraguai | Foto: Joilson Marconne/CBF
O JOGO
Aos 14 minutos, Alexsander e Endrick combinaram para uma boa jogada. O meio-campista tocou para o atacante em velocidade, que driblou o goleiro e tentou tocar para John Kennedy. Mas o passe saiu fraco para um corte tranquilo da defesa adversária.
Aos 25 minutos, o Brasil teve a chance de abrir o placar com um pênalti. John Kennedy encontrou Endrick dentro da área, que foi derrubado. Na cobrança, o atacante do Palmeiras finalizou à meia altura para a defesa do goleiro paraguaio.
Endrick criou boas chances no primeiro tempo e sofreu um pênalti para o Brasi.
Aos 43 minutos, Endrick roubou a bola no ataque e passou para John Kennedy, que entrava com liberdade na área. Mas o atacante do Fluminense chutou para fora, em mais uma oportunidade de gol do Brasil.
Bruno Gomes esteve em campo durante os 90 minutos | Foto: Joilson Marconne/CBF
Nos acréscimos do primeiro tempo, Peralta marcou para o Paraguai.
O segundo tempo foi marcado pelo equilíbrio entre as equipes. A grande oportunidade de gol veio aos 43 minutos da etapa final. Marquinhos cruzou falta para a área, Arthur Chaves cabeceou, e a bola passou perto da meta paraguaia.
AGENDA
A Seleção Brasileira volta a campo contra a Venezuela, na próxima quinta-feira (8), às 20h (de Brasília), no Estádio Brígido Iriarte, em Caracas, na Venezuela, pela segunda rodada do quadrangular final do Torneio Pré-Olímpico.
ESCALAÇÃO
BRASIL: Mycael; Khellven (Ronald), Arthur Chaves, Lucas Fasson e Rikelme (Gabriel Pec); Bruno Gomes, Andrey, Alexsander e Gabriel Pirani (Marquinhos); John Kennedy e Endrick (Giovane). Treinador – Ramon Menezes.
Brasil enfrenta a Venezuela na próxima rodada do quadrangular final do Pré-Olímpico
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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