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Cruzeiro vence o Atlético na Arena MRV, mesmo sem torcida

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Com uma goleada por 4 a 0, o Galo marcou o primeiro jogo de Campeonato Mineiro disputado na Arena MRV.

A equipe atleticana venceu o Democrata-GV, na tarde deste domingo (28), pela 2ª rodada do Campeonato Mineiro. A partida marcou a estreia do meia Gustavo Scarpa, que entrou em campo no intervalo, no lugar de Igor Gomes.

Os gols foram de Maurício Lemos, Zaracho e Edenilson, no primeiro tempo; com Hulk fechando o placar na etapa final.

A camisa utilizada pelo Galo neste domingo trouxe um patch com a Estrela de Davi e os dizeres ‘We Remember’, em referência ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (27/1).

A partida contra o time de Governador Valadares foi a de número 300 de Guilherme Arana como profissional. Com a camisa alvinegra, o lateral entrou em campo 173 vezes, marcou 16 gols e deu 26 assistências. Pelo Galo, Arana é tetracampeão mineiro e campeão da Copa do Brasil, do Brasileirão e da Supercopa do Brasil; e chegou à Seleção Brasileira.

Sequência – O próximo desafio na luta pelo pentacampeonato mineiro será o clássico de sábado (3), às 19h30, contra o Cruzeiro, na Arena MRV.

O Galo liquidou a fatura já no primeiro tempo, abrindo vantagem de três gols. A primeira grande chance foi no passe de Igor Gomes para Hulk, que chutou cruzado e viu o goleiro Luis Augusto fazer boa defesa.

Em seguida, após cobrança de escanteio pela direita, Hulk levantou a bola na área e Maurício Lemos, na segunda trave, cabeceou para abrir o placar.

O domínio do Galo era total e, aos aos 15 minutos, Hulk recebeu a bola na grande área pela direita, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para a finalização de Zaracho: 2 a 0.

Ainda na etapa inicial, aos 41, Edenilson recebeu grande passe de Zaracho na entrada da área e tocou com categoria no canto esquerdo do goleiro, ampliando a vantagem atleticana.

No segundo tempo, Felipão promoveu a estreia de Gustavo Scarpa, que entrou no lugar de Igor Gomes e mostrou qualidade em seus primeiros 45 minutos com a camisa alvinegra.

O Galo seguiu dominando o jogo e ainda ampliou o marcador com Hulk, em chute da entrada da área, após passe de Pavon. Foi o gol número 96 do super-herói atleticano pelo Galo, que passa a ser, isoladamente, o clube em que o Camisa 7 mais balançou as redes em sua carreira





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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