Esporte
Brasil perde para a Venezuela, mas garante primeiro lugar no Grupo A do Torneio Pré-Olímpico
Esporte
A Seleção Feminina Principal está convocada para a disputa da Copa Ouro Feminina Concacaf 2024. Nesta quinta-feira (1), o técnico Arthur Elias anunciou a lista das 23 jogadoras que representarão o Brasil na competição. O evento aconteceu na sede da CBF, no Rio de Janeiro.
A convite CONCACAF, Brasil, Argentina, Colômbia e Paraguai enfrentarão as equipes da América do Norte e Central.
O torneio, que serve de preparação para os Jogos Olímpicos de Paris, acontecerá entre os dias 20 de fevereiro e 10 de março, passando por quatro cidades: San Diego, Carson e Los Angeles, na Califórnia, e Houston, no Texas.
Convocação da Seleção Feminina para a Copa Ouro – 01.02.2024
Créditos: Leandro Lopes/CBF
Seleção no Grupo B
O Brasil integra o grupo B ao lado da Colômbia, Panamá e o vencedor de Haiti e Porto Rico, que disputarão nas fases preliminares em busca da classificação.
A Seleção estreia na competição no dia 21, contra o vencedor de Haiti ou Porto Rico. No segundo confronto, as brasileiras encontrarão um velho conhecido, a Colômbia, no dia 24. A equipe encerra sua participação na fase de grupos no dia 26, diante do Panamá. Todas as partidas da primeira fase acontecerão no Estádio Snapdragon, em San Diego, na Califórnia. Os horários ainda serão divulgados pela entidade.
Competição acontecerá nos Estados Unidos
Créditos: Nayra Halm/ Staff Images Woman / CBF
Confira a lista das convocadas para Copa Ouro Concacaf:
Goleiras
Letícia – Corinthians
Luciana – Ferroviária
Amanda – Fluminense
Defensoras
Rafaelle – Orlando Pride
Lauren – Kansas City
Antonia – Levante UD
Tarciane – Corinthians
Thaís Ferreira – Tenerife
Yasmim – Corinthians
Bia Menezes – São Paulo
Meio-campistas
Ary Borges – Racing Louisville
Aline Milene – São Paulo
Duda Sampaio – Corinthians
Julia Bianchi – Chicago Red Stars
Vitória Yaya – Corinthians
Atacantes
Duda Santos – Ferroviária
Adriana – Orlando Pride
Geyse – Manchester United
Bia Zaneratto – Kansas City
Debinha – Kansas City
Gabi Nunes – Levante UD
Gabi Portilho – Corinthians
Aline Gomes – Ferroviária
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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