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Vasco é derrotado pelo Nova Iguaçu e perde a primeira no Carioca

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Em uma noite que prometia muito para os torcedores cruzmaltinos, o Vasco da Gama encontrou obstáculos inesperados e acabou por sofrer nesta quarta-feria (31.01), sua primeira derrota na temporada. O confronto contra o Nova Iguaçu, realizado em Uberlândia pela quinta rodada da primeira fase do Campeonato Carioca, terminou com um placar de 2 a 0 a favor da equipe da Baixada, deixando uma marca indesejada na campanha do Vasco.

Escalação reserva e performance abaixo do esperado

Com uma escalação que privilegiou jogadores reservas, o Vasco entrou em campo buscando manter sua invencibilidade na temporada. Entretanto, a equipe não conseguiu exibir o futebol esperado, apresentando uma performance consideravelmente abaixo do seu padrão durante os 90 minutos. O Nova Iguaçu, por outro lado, soube aproveitar as oportunidades criadas, marcando um gol em cada tempo do jogo.

No primeiro tempo, Carlinhos foi o nome que abriu o placar para o Nova Iguaçu, aproveitando um momento de desatenção da defesa vascaína. Já na etapa final, Lucas Campos consolidou a vitória do time visitante, deixando o Vasco numa situação complicada para o restante da partida.

O jogo e os momentos decisivos

O confronto começou com o Vasco detendo maior posse de bola, mas foi o Nova Iguaçu que mostrou eficiência, avançando nos contra-ataques com perigo. A primeira grande chance veio aos dez minutos, com Xandinho acertando o travessão e dando um sinal do que estaria por vir.

Apesar de rondar a área adversária, o Vasco falhava no último passe, enquanto o Nova Iguaçu continuava a explorar os contra-ataques com eficácia. Aos 33 minutos, um erro de Maicon culminou no primeiro gol do Nova Iguaçu, mudando a dinâmica da partida.

O Vasco até tentou reagir no segundo tempo com algumas alterações e pressionou em busca do empate, mas sem sucesso. A equipe seguiu errando passes e criando poucas chances reais de gol. O Nova Iguaçu, bem postado defensivamente, soube segurar a pressão e ainda encontrou espaço para ampliar o marcador nos minutos finais, selando a vitória.

Próximos desafios

Esta derrota deixa o Vasco com a necessidade de reavaliar sua estratégia para o clássico contra o Flamengo, marcado para este domingo no Maracanã. O confronto promete ser um teste significativo para a equipe, que buscará se recuperar do revés sofrido. Do outro lado, o Nova Iguaçu se prepara para enfrentar o Botafogo, carregando o moral elevado pela vitória conquistada.

Em suma, o Vasco enfrenta um momento de reflexão após esta derrota inesperada, enquanto o Nova Iguaçu celebra um triunfo que demonstra sua capacidade de surpreender no Campeonato Carioca. Ambas as equipes olham agora para seus próximos compromissos, cientes dos desafios que o torneio ainda reserva.

FICHA TÉCNICA

NOVA IGUAÇU 2 X 0 VASCO

Local: Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia
Data: 31.01.2024
Horário: 18h10 (horário de Brasília)
Árbitro: João Marcos Gonçalves Fernandes
Assistentes: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha e Fábio Ramos França

Cartões amarelos: Cayo Tenório, Igor Fraga, Lucas Campos e Gabriel Pinheiro (Nova Iguaçu); Léo e Payet (Vasco)
GOLS: Carlinhos, aos 33 minutos do primeiro tempo; Lucas Campos, aos 44 minutos do segundo tempo (Nova Iguaçu)

NOVA IGUAÇU: Fabrício Santana; Cayo Tenório (Yan), Gabriel Pinheiro, Sérgio Raphael e Maicon Esquerdinha; Fernandinho (Ronald), Igor Fraga (Albert), Yago (Sidney) e Xandinho (Lucas Campos); Carlinhos e Bill. Técnico: Carlos Vitor

VASCO: Léo Jardim; Paulo Henrique, Maicon (João Victor), Léo e Julião (Lucas Piton); Zé Gabriel e Praxedes; Serginho (Erick Marcus), Rossi (Vegetti), David (Payet) e Rayan. Técnico: Ramón Díaz





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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