Esporte
Flamengo empata com o Orlando City, no último jogo da pré-temporada
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O Flamengo jogou seu último amistoso desta pré-temporada contra o Orlando City, na tarde deste sábado (27), no Inter&Co Stadium. A equipe rubro-negra empatou por 1 a 1, com gol marcado pelo camisa 9, Pedro. O Mengão agora segue viagem para o Rio de Janeiro e irá retomar os trabalhos no Ninho do Urubu para enfrentar o Sampaio Corrêa, em Belém, no dia 31.
O jogo
O Flamengo começou com bastante volume de jogo. Logo aos 12 minutos, De La Cruz serviu bem o uruguaio Varela, que cruzou para Pedro bater bonito, de primeira, e abrir o placar para o Mengão. O Mais Querido dominava as ações do duelo e, aos 27, De La Cruz sofreu uma falta perigosa. Na cobrança, Arrascaeta cobrou o tiro livre na cabeça de Fabrício Bruno, que cabeceou nas mãos do goleiro.
Nos últimos intantes do primeiro tempo, aos 40 minutos, Arrascaeta achou um lindo passe para Pedro, que saiu na cara do gol, mas bateu para fora. Após esse lance, o Orlando City respondeu e empatou a partida. No último lance da primeira etapa, Gerson ainda ajeitou a bola para Cebolinha, mas a bola foi por cima da meta adversária.
O segundo tempo começou sem lances perigosos. Tite aproveitou para testar opções e dar minutagem aos garotos da base Cleiton e Luis Aucélio, volante do sub-17 na temporada passada, que teve nesta partida sua estreia pelos profissionais. Aos 38, Wesley recebeu um lindo passe de calcanhar de Luis Araújo, que cruzou, mas ninguém conseguiu chegar. Logo em seguida, no final da partida, o estreante Luis Aucélio tentou um chute de fora da área, mas foi travado; em seguida, a bola sobrou para Luiz Araújo, que chutou cobre o gol adversário. A etapa final serviu para o técnico Tite testar variações táticas e novas caras na equipe.
Próximo compromisso
Agora, o Flamengo volta para o Rio de Janeiro e vai a campo enfrentar o Sampaio Corrêa na próxima quarta-feira (31), no estádio Mangueirão.
Ficha técnica:
FC Series, amistoso internacional de pré-temporada
Orlando City 1 x 1 Flamengo
Data e hora: 27/01/2024, às 16h (horário de Brasília)
Local: Inter&Co Stadium, Orlando (EUA)
Escalações
Flamengo: Rossi; Varela (Cleiton), Fabrício Bruno, Léo Pereira (David Luiz) e Ayrton Lucas (Wesley); Pulgar (Allan), Gerson (Luis Aucélio) e Arrascaeta [Victor Hugo (Matheus Gonçalves)]; De La Cruz (Luiz Araújo); Everton Cebolinha (Bruno Henrique) e Pedro (Gabigol)
Orlando City: Gallese (Stajduhar); Thorhallsson (Taifi), Jansson (Williams), Schlegel e Rafael Santos (Smith); Cartagena (Mohammed) , Koceviski (Felipe Martins) e Lodeiro (Ramiro Enrique); Facundo Torres (Lynn), Angulo (Rivera) e McGuire (Halliday)
Gols: Pedro (FLA) e Angulo (ORL)
Amarelos: Cartagena (ORL), Varela (FLA), Bruno Henrique (FLA), Felipe Martins (ORL) e Williams (ORL)
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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