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Grêmio vence o São José pelo Gauchão

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O Grêmio ergueu na tarde deste sábado, 08, mais uma taça na Arena. O Tricolor venceu o Caxias na final do Campeonato Gaúcho e se consagrou hexacampeão da competição. A partida, disputada no Estádio gremista, terminou com o placar de 2 a 0. Os gols foram marcados por Luis Suárez e Lucas Silva.

Com a vitória nesta partida e o empate conquistado no último sábado, 1°, a equipe de Renato Portaluppi ergueu o troféu do Gauchão 2023 para os mais de 51 mil torcedores presentes, maior público da Arena em 2023. Além disso, também teve a melhor campanha do campeonato.

Dentro de campo, o comandante escalou uma equipe com força máxima, contando com o retorno do zagueiro Kannemann e também do meia Carballo.

Com o embalo da torcida, que cantava a todo instante, o Grêmio iniciou a partida trocando passes e buscando chegar ao ataque. Os primeiros minutos também eram truncados e bem disputados no meio-campo. As primeiras tentativas de finalização foram do Tricolor, mas a defesa adversária afastava.

O ponteiro passava dos 10’ e o que prevalecia era a equipe gremista no ataque e a marcação do Caxias. Com 12’ jogados, Reinaldo sentiu e Diogo Barbosa entrou na vaga do lateral.

A primeira tentativa da partida foi a favor do Grêmio e na trave, aos 17’. No erro da defesa, Cristaldo conseguiu ficar com a bola e passou para Suárez, que chutou rasteiro, da entrada da grande área. A finalização foi na trave.

A partir daí, o Tricolor passou a somar mais chances de gol.

Aos 21’, Bitello, dentro da área, girou e bateu, mas a tentativa foi em cima da marcação. Logo depois, com 23’, na tabela entre Villasanti e Bitello, a bola sobrou para o paraguaio, que chegou chutando. A finalização passou perto da trave.

Impondo pressão e dominando as ações do jogo, o Grêmio seguiu em cima. O goleiro Bruno Ferreira precisou trabalhar aos 26’. Carballo recebeu na entrada da grande área e finalizou, para grande defesa do arqueiro do Caxias.

Só dava Grêmio. O ponteiro passava dos 37’, quando o Tricolor fez o goleiro trabalhar mais uma vez. Em cobrança de falta de Cristaldo, a bola ia em direção ao gol, mas Bruno Ferreira tirou para escanteio.

Nos acréscimos, Suárez chutou de longe, tentando surpreender a defesa adversária, mas a oportunidade foi para fora.

O Grêmio voltou para a segunda etapa sem modificações. O ritmo da partida também não mudou. As primeiras tentativas eram a favor do Tricolor, que dominava as ações e a posse de bola.

Logo aos quatro minutos, depois de uma troca de passes perto da área, a bola sobrou para Cristaldo, que chegou chutando, mas a finalização subiu demais.

Com sete jogados, Bitello teve outra grande chance. De falta, o meia bateu colocado, mas a bola pegou nas redes pelo lado de fora.

Com 11’, o Caxias assustou o Grêmio pela primeira vez. Eron chutou forte, de perto da grande área, mas o goleiro Adriel estava lá para espalmar.

Aos 14’, veio a grande oportunidade. Vina recebeu pela esquerda e bateu colocado, mas o arqueiro conseguiu defender com a ponta dos dedos. No lance, o Grêmio também pediu pênalti em Suárez, que foi derrubado na área. O árbitro foi para o VAR e deu pênalti. O artilheiro e matador Suárez bateu e abriu o placar.

Logo após o gol, o Caxias tentou surpreender o goleiro Adriel, com um chute de fora da área, mas a bola foi para fora.

 A partida passou a ficar mais truncada, mas, 25’ jogados, Suárez recebeu de Cristaldo e tentou encobrir o goleiro. Porém, a tentativa ficou nas mãos do arqueiro.

Logo depois, aos 26’. Adriel foi acionado e realizou uma grande defesa. Após cobrança de falta, Fernando desviou e o arqueiro gremista defendeu a queima roupa. Na sobra, os adversários mandaram a bola longe.

Lá e cá, o Grêmio teve outra grande oportunidade aos 34′. Após cruzamento pela direita, Suárez cabeceou em direção ao gol, mas Bruno Ferreira defendeu.

Aos 35′, Vina saiu para a entrada do atacante Zinho.

O ponteiro chegava aos 40′, quando Renato promoveu mais três trocas. Lucas Silva, Gustavinho e Bruno Uvini entraram nas vagas de Carballo, Bitello e Cristaldo.

Nos minutos finais, o Tricolor seguiu tentando encontrar o gol com Gustavinho e Zinho, mas os garotos pararam na marcação.

Quem não parou na marcação foi Lucas Silva, que fechou o placar, no final da partida.

Final de jogo: Grêmio 2×0 Caxias.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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