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Cuiabá e Operário empatam em partida movimentada no Campeonato Mato-grossense

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Após um período de preparação intensiva de 12 dias, o Cuiabá Esporte Clube iniciou sua jornada na temporada 2024 com um empate eletrizante de 1 a 1 contra o esforçado Primavera, em um duelo disputado na grandiosa Arena Pantanal. Diante de uma torcida ansiosa por resultados, o Dourado viu Clayson se tornar o destaque ao marcar o primeiro gol do time no ano, já nos minutos finais do primeiro tempo.

O confronto teve seus momentos de tensão, com as equipes buscando a supremacia no campo. O Cuiabá, determinado a aproveitar o conhecimento de casa, controlou a posse de bola durante a maior parte do primeiro tempo. Entretanto, a equipe encontrou um adversário bem armado, que dificultou qualquer tentativa de quebrar a linha defensiva. As chances mais promissoras vieram dos pés de Deyverson e Jonathan Cafú, que estiveram perto de abrir o marcador.

O ápice da primeira metade veio quando Clayson, habilidoso em seu posicionamento, capitalizou uma chance na entrada da área. Com um chute preciso e elegante, ele enviou a bola para o fundo da rede, desatando a alegria dos torcedores do Dourado e marcando um belo gol, que será certamente lembrado como o primeiro gol da equipe cuiabana em 2024.

No entanto, a segunda etapa trouxe um Primavera resiliente, que aos 11 minutos pôs um damper na celebração do Cuiabá. Jordan, atento a uma cobrança de escanteio, saltou mais alto que a defesa e testou a bola para dentro do gol, deixando o placar em igualdade novamente.

O Cuiabá, não satisfeito com um simples ponto, pressionou em busca da vitória durante o resto do segundo tempo. O técnico do Dourado optou por utilizar jogadas aéreas como estratégia, lançando bolas na direção dos atacantes Deyverson e Pitta. Apesar da tática ofensiva, o Primavera se mostrou sólido, barrando todas as investidas e garantindo que o jogo terminasse empatado.

O resultado coloca o Cuiabá na tabela com seu primeiro ponto no Campeonato Mato-grossense. A equipe terá pouco tempo para descanso e análise, pois já na próxima terça-feira enfrenta o Operário-VG. A partida, marcada para as 19h e novamente na Arena Pantanal, desta vez terá o mando de campo do adversário. O Dourado buscará, diante de um novo rival, sua primeira vitória na competição e a chance de estabelecer um ritmo vitorioso para a temporada que se inicia.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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