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Mais seis clubes confirmam classificação para Segunda Fase da Copinha

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Seis times confirmaram na tarde desta terça-feira a classificação para a segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. São eles: Ponte Preta, Novorizontino, Guarani, Ituano, Retrô-PE e EC São Bernardo.

A Ponte Preta avançou graças à um empate por 2 a 2 com o Atlético Gloriense-SE. Com o resultado, o time campineiro chegou ao cinco pontos e confirmou, ao menos, o segundo lugar do Grupo 01.

Já o Guarani carimbou sua classificação ao derrotar o Operário-PR por 3 a 0, em Tupã. O jogo foi um duelo direto pela classificação, mas o clube campineiro levou a melhor e se garantiu no G-2 do Grupo 09.

O invicto Novorizontino empatou por 1 a 1 com o Jacuipense-BA, em Cravinhos, e avançou no Grupo 06. O gol salvador veio aos 50 minutos do segundo tempo, marcado por João Araújo.

O Ituano foi outro time que conseguiu a classificação. O clube de Itu venceu o Atlético-CE, em Itapira, por 2 a 1, e chegou aos seis pontos, na vice-liderança do Grupo 14.

Por fim, o Retrô-PE passou ao superar o São Caetano com uma vitória por 3 a 1, em São Paulo. Com isso, acabou em segundo lugar do Grupo 32, com seis pontos.

Já o EC São Bernardo classificou sem entrar em campo. O time paulista confirmou o segundo lugar do Grupo 25, com quatro pontos, graças ao triunfo da Portuguesa Santista sobre o Conquista-BA por 3 a 2. O líder é o Juventude-RS.

No total, 38 times estão classificados: Juventus-SP, Coritiba-PR, Palmeiras-SP, Santos-SP, Red Bull Bragantino-SP, Cuiabá-MT, Sport-PE, Portuguesa-SP, Madureira-RJ, Água Santa-SP, Oeste-SP, Ibrachina-SP, Aster-SP, Desportivo Brasil-SP, Sfera-SP, Grêmio-RS, Atlético-GO, Fortaleza-CE, Fluminense-RJ, Criciúma-SC, Juventude-RS, Avaí-SC, Ferroviária-SP, São Paulo-SP, Internacional-RS, XV de Jaú, Athletico-PR, Ceará-CE, Botafogo-RJ, Catanduva-SP, Tiradentes-PI, Gama-DF, CRB-AL, Ponte Preta-SP, Guarani-SP, EC.São Bernardo-SP, Novorizontino-SP, Ituano-SP, Retrô-PE e EC.São Bernardo.

Confira os jogos desta terça-feira:

Castanhal-PA 2 x 4 CRB-AL
Atlético Gloriense-SE 2 x 2 Ponte Preta-SP
Jacuipense-BA 1 x 1 Novorizontino-SP
Operário-PR 0 x 3 Guarani-SP
Vocem-SP 0 x 2 Fortaleza-CE
Atlético-CE 1 x 2 Ituano-SP
Conquista-BA 2 x 3 Portuguesa Santista-SP
Retrô-PE 3 x 1 São Caetano-SP





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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