Esporte
Cuiabá e Portuguesa goleia na estreia; Cruzeiro vence o Capital de Tocantins
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O Cuiabá começou a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2024 com goleada por 4 a 0 sobre o Patriotas-PR, nesta quinta-feira, no Joaquinzão, em Taubaté, pela primeira rodada.
Sem sustos, o Dourado dominou amplamente a partida e não deu espaços e nem foi ameaçado pelo adversário paranaense.
Oito jogos deram sequência a rodada de estreia da Copinha Sicredi. O Cruzeiro venceu o Capital-TO por 1 a 0, pelo Grupo 28. Quem também iniciou com o pé direito foi a Portuguesa, aplicou 5 a 0 contra o União Suzano, no Grupo 27.
No Joaquinzão, em Taubaté, o Cuiabá assumiu a ponta do grupo 22, com a vitória por 4 a 0. Taubaté e Inter de Limeira aparecem logo atrás, após empatarem mais cedo, por 2 a 2. Já a Portuguesa, com a goleada de 5 a 0, lidera o grupo 27, ultrapassando o Madureira-RJ, que mais cedo venceu o Goiás, por 2 a 1. Ambos na cidade de Suzano.
Outro paulista que também venceu na estreia foi o Oeste, que superou o União ABC-MS, por 3 a 0, na Arena Barueri, no Grupo 24. Já o Santa Cruz venceu o Rio Branco-AC por 2 a 0, no Grupo 16. Enquanto o América-MG, finalista da última edição, buscou o empate por 2 a 2 diante do Capital-DF, e embolou a chave 15.
Sem balançar as redes, América-RN e Fast Club-AM e Bahia e Joinville-SC, empataram em 0 a 0, pelos grupos 17 e 21, respectivamente.
Com 128 times divididos em 32 grupos, a competição terá sete fases. A primeira, em que se classificam as duas melhores equipes de cada chave, se encerra no dia 11 de janeiro. A partir da segunda etapa, a competição é disputada em mata-mata com disputa de pênaltis em caso de empate.
A decisão será no dia 25 de janeiro, quando será comemorado o 470º aniversário da cidade de São Paulo.
Confira os jogos desta quinta-feira:
11h
Aster Itaqua-SP 1 x 0 Santo André-SP
Vitória-BA 1 x 0 Picos-PI
13h
Desportivo Brasil-SP 2 x 0 Capivariano-SP
Sfera-SP 1 x 0 Botafogo-SP
Atlético Guaratinguetá-SP 1 x 2 Red Bull Bragantino-SP
Taubaté-SP 2 x 2 Inter de Limeira-SP
Comercial Tietê-SP 1 x 1 Ivinhema-MS
Goiás-GO 1 x 2 Madureira-RJ
13h15
Sport-PE 1 x 0 Cruzeiro-AL
Ibrachina-SP 2 x 1 CSA-AL
15h15
América-MG 2 x 2 Capital-DF
Santa Cruz-PE 2 x 0 Rio Branco-AC
América-RN 0 x 0 Fast Clube-AM
Bahia-BA 0 x 0 Joinville-SC
Cuiabá-MT 4 x 0 Patriotas-PR
Oeste-SP 3 x 0 União ABC-MS
União Suzano-SP 0 x 5 Portuguesa-SP
Cruzeiro-MG 1 x 0 Capital-TO
17h15
Ska Brasil-SP x Floresta-CE
17h30
Palmeiras-SP x Queimadense-PB
Água Santa-SP x Nova Venécia-ES
União Mogi-SP x Nova Mutum-MT
19h30
Atlético-MG x Timon-MA
19h45
Santos-SP x Remo-PA
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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