Esporte
Urawa Reds vence jogo truncado contra León e vai à semifinal do Mundial de Clubes
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Campeões asiáticos batem time mexicano por 1 a 0 e agora vão encarar o Manchester City pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA.
Num jogo de disputa intensa pela bola e poucos espaços, o atacante Alex Schalk aproveitou uma breve oportunidade para fazer o gol da vitória do Urawa Reds sobre o Club León, pelas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Arábia Saudita 2023™.
Após um triunfo por 1 a 0, em Jidá, o time nipônico entra em concentração para uma parada duríssima: desafiar o Manchester City na semifinal, em jogo marcado para terça-feira (19), às 15h (de Brasília).
O duelo entre os campeões asiáticos e o campeão da região da CONCACAF foi bastante travado, com ambos os sistemas defensivos prevalecendo. As duas boas chances de gol do primeiro tempo só vieram com bolas enfiadas em profundidade num raro momento em que os homens de frente se viram em posição livre para buscar o arremate.
A primeira veio com os Reds. aos 18 minutos. O meio-campista Yoshio Koizumi fez um grande lançamento quase da linha central, projetando o corte em diagonal de Okubo, que acabou saindo de cara para o gol. Mas o arqueiro Rodolfo Cota estava muito atento e saiu para fazer a defesa, que foi praticamente um bloqueio, por estar em cima do lance.
O León demorou um pouco mais para ameaçar. Aos 32 minutos, foi a vez de Fidel Ambríz fazer ótimo passe para encontrar José Alvarado na grande área, à esquerda. Alvarado fez o domínio e encheu o pé, mas teve seu chute interceptado pelo zagueiro dinamarquês Alexander Scholz.
A volta do intervalo não apresentou mudanças muito dignificantes na dinâmica do confronto. E coube a mais um dos estrangeiros do Urawa, o holandês Schalk, fazer mais uma intervenção decisiva a favor da equipe. Dessa vez para definir a partida.
Depois de lançamento à entrada da área, Schalk brigou no mano a mano, e a bola sobrou para o astro José Kanté. O centroavante agiu rápido e a devolveu para o companheiro de ataque, que havia saído do banco de reservas na segunda etapa. O veterano de 31 anos, produto das categorias de base do Breda, teve frieza para esperar o momento certo para tocar rumo à rede, diante do goleiro Cota e outros defensores que tentavam cercá-lo.
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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