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Corinthians bate o Coritiba por 2 a 0 e encerra sua participação no Brasileirão na 13ª colocação

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Na noite desta quarta-feira (6), o Corinthians entrou em campo para a disputa da última rodada do Brasileirão 2023. Jogando fora de casa, o Time do Povo enfrentou o Coritiba e venceu por 2 a 0, com gols de Fausto Vera e Romero.

Com a vitória, o Alvinegro encerrou sua participação na competição nacional com 50 pontos e na 13ª colocação.

Primeiro tempo
O Timão iniciou a partida com mais posse de bola, ocupando mais o campo defensivo, trocando passes.

A primeira tentativa no ataque ocorreu nos pés de Romero. O atacante cruzou na área e com desvio, o goleiro fez a defesa, mandando para escanteio.

O O adversário teve um contra-ataque aos oito minutos, mas Carlos Miguel, atento, fez a defesa e mandou a bola para o escanteio.

Gol do Corinthians! Aos 10 minutos, Fausto Vera recebeu a bola na intermediária, carregou até a entrada da área e finalizou de perna direita, 1 a 0. Esse foi o primeiro gol de Fausto Vera com a camisa do Timão.

Mais Coringão! Aos 13, Romero cruzou na área e Yuri Alberto cabeceou. O goleiro Pedro Morisco fez a defesa. No minuto 16, outra chegada do Alvinegro. Desta vez com Biro que limpou a jogada pela direita e chutou, mas novamente a bola ficou nas mãos do goleiro adversário.

O Timão ampliou o placar aos 20 minutos: após um bate e rebate na área, a bola sobrou para Romero, que chutou para fazer 2 a 0.

Após o gol, o Alvinegro passou a dominar a partida. Tocando bola com tranquilidade, o Coritiba não oferecia resistência.

Aos 37, a equipe curitibana foi ao ataque e Kaio chutou para fora.

O árbitro deu três minutos de acréscimo e a primeira etapa foi encerrada após o tempo extra.

Segundo tempo
Após um intervalo de mais de 25 minutos, a segunda etapa foi iniciada com o Timão na mesma formação.

Aos 10 minutos, o Timão chegou pela primeira vez: Yuri Alberto cruzou a bola para Matheus Araújo. O camisa 30 chutou pra fora.

O Coringão fez as primeiras mudanças aos 22 minutos: saíram Fausto Vera e Biro e entraram Ruan Oliveira e Giovane.

A partida ficou sem emoção na segunda etapa. Ambas as equipes tentavam criar oportunidades, mas não conseguiam nada significativo.

Aos 28 minutos, Jamerson chutou de muito longe e Carlos Miguel espalmou.

Um minuto depois mais uma alteração no Alvinegro: saiu Yuri Alberto e entrou Wesley.

Aos 35, outras duas mudanças: saíram Ruan Oliveira, que se contundiu, e Romero e entraram Bruno Méndez e Felipe Augusto.

A partida continuou controlada para o Corinthians. Sem sofrer riscos, o time trocava toques de bola.

O árbitro deu três minutos de acréscimo.

Próximo jogo
O Corinthians volta à campo só em 2024, para a disputa do Campeonato Paulista. A competição começa na segunda quinzena de janeiro.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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