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Grêmio vence o Fluminense e é vice-campeão do Brasileirão

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Em uma noite histórica no Maracanã, nesta quarta-feira, o Grêmio venceu o Fluminense pelo placar de 3 a 2 e garantiu o vice-campeonato brasileiro e a vaga na fase de grupos na Copa Libertadores da América de 2024 coroando uma campanha extraordinária após voltar para elite do futebol nacional.

O grande destaque foi, mais uma vez, o uruguaio Luis Suárez que se despediu do Tricolor com dois gols e uma atuação de luxo, deixando o campo ovacionado pela torcida gremista presente no Rio de Janeiro. Galdino também deixou sua marca.

O último ato gremista na temporada começou aos 8 minutos de bola rolando: Cristaldo deu de cabeça e deixou Galdino na boa. Ele esperou Suárez passar e fez o passe. O uruguaio ficou livre, na área, mas preferiu cruzar ao invés de concluir sem ângulo. Felipe Melo cortou.

Cinco minutos depois, Reinaldo cruzou da direita, no segundo pau. Suárez chegou batendo de primeira, mas a bola saiu mascada e encobriu o travessão.

Aos 17, João Pedro fez grande jogada pela direita e cruzou na pequena área. A zaga afastou parcialmente e Suárez arriscou de fora para defesa de Fábio.

O ritmo lento do Fluminense durou até aos 21 minutos, quando o campeão da Libertadores revolveu jogar e criou duas grandes oportunidades na sequência com Cano e Marcelo.

A pressão dos cariocas surtiu efeito aos 33 minutos: Reinaldo cortou a bola que veio da direita e o rebote ficou nos pés de Martinelli, que tentou o drible em Rodrigo Ely. O zagueiro gremista tocou com o braço na bola e o árbitro Raphael Claus marcou pênalti. John Arias cobrou e deslocou Caíque para colocar 1 a 0 no marcador.

O segundo quase veio cinco minutos depois também com Arias, mas o colombiano chutou pra fora.

A torcida do Fluminense cantava e fazia a festa no Maracanã sem imaginar o que viria logo em seguida. Em dois minutos, o Tricolor virou o jogo.

O primeiro veio aos 43 minutos, num contra-ataque sensacional quando o Flu estava todo na frente: Villasanti fez o passe para Suárez, que saiu em velocidade do campo de defesa. Ele avançou, invadiu a área, cortou para esquerda driblando o goleiro Fábio e mandou de canhota pro gol aberto. Um golaço!

O segundo veio no lance seguinte: Marcelo errou a saída e deu de presente para Suárez, que virou no pé de Carballo, entrando na área pela direita. O uruguaio não conseguiu concluir e a bola sobrou para Galdino, na meia-lua, que ajeitou e mandou colocado, de esquerda, no canto direito. Mais um golaço! Grêmio 2 a 1!

Os cariocas ainda tiveram a chance de empatar nos acréscimos, mas Caíque fez boa defesa garantindo a vitória parcial nos primeiros 45 minutos.

O Grêmio retornou para etapa final com o mesmo time, mas o Flu reforçou o ataque colocando John Kennedy na vaga de Felipe Melo.

Logo aos 13 segundos de bola rolando, o Tricolor quase ampliou: Ferreira pegou a bola na linha divisória do gramado e desceu em velocidade pelo meio. Pepê entrou  livre pela esquerda e recebeu na cara de Fábio. Ele bateu de chapa, tirou do goleiro, mas também tirou do poste esquerdo perdendo um gol incrível!

O lance poderia ter abatido o time, mas não foi o que aconteceu. Aos 15 minutos, surgiu a jogada do terceiro gol gremista: Villasanti lançou Suárez pela direita. Ele partiu com a bola dominada, driblou dois marcadores e abriu na esquerda para Ferreira, que foi empurrado dentro da área. Penalidade máxima marcada. Suárez cobrou com cavadinha, no meio do gol, lembrando seu compatriota Loco Abreu. Grêmio 3 a 1!

O Fluminense seguiu jogando com a tranquilidade de quem tem uma disputa de Mundial pela frente e quase descontou com John Kennedy, aos 21. Caíque fez grande defesa e Cano ainda perdeu o gol no rebote.

Aos 24 minutos, Renato colocou Cristaldo e Nathan Fernandes nos lugares de Carballo e Galdino, respectivamente.

Em seu primeiro toque na bola, Cristaldo quase ampliou: ele pegou uma sobra dentro da área após lateral de Reinaldo e chutou forte. Fábio fez grande defesa no canto direito.

Aos 32, Cuiabano entrou no lugar de Ferreira.

Três minutos depois, o Fluminense descontou com um golaço de John Kennedy após jogada individual. Grêmio 3 a 2.

Aos 42 minutos, acabou a história de Luis Suárez com a camisa do Grêmio. Ele deixou o gramado aplaudido para entrada de João Pedro Galvão. Na mesma parada, Ronald também entrou no lugar de Pepê.

O árbitro deu nove minutos de acréscimo, mas o Tricolor segurou a vantagem até o final garantindo os três pontos, o vice-campeonato e a vaga para fase de grupos na Copa Libertadores de 2024.

Após o jogo, os jogadores e comissão técnica entram em férias retornando em janeiro do ano que vem.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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