Esporte
Bragantino já classificado para Libertadores, encara o Vasco que precisa “fazer contas” para permanecer na Série A
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O Red Bull Bragantino entra em campo às 21h30 desta quarta-feira (6) para se despedir do Campeonato Brasileiro. Em São Januário, no Rio de Janeiro, o Massa Bruta enfrenta o Vasco da Gama pela última rodada do Nacional. A partida será transmitida pelos canais Globo e Premiere.
Vindo de uma vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, o Braga soma 62 pontos na sexta posição. Já classificado para a Conmebol Libertadores 2024, o técnico Pedro Caixinha quer encerrar o ano com mais um resultado positivo. Em 37 rodadas, o Massa Bruta somou 17 vitórias, 11 empates e 9 derrotas, com 48 gols marcados e 33 sofridos.
“Em primeiro lugar, respeito total pelo Vasco. Mas respeito total também pela competição. O Vasco só depende de si dentro desta posição, que não deve ser uma posição nada cômoda. Nós temos que respeitar isso, temos que valorizar isso da parte do adversário, mas temos que valorizar também aquilo que é a competição ética desportiva, competir de uma maneira muito leal, muito forte e fechar da melhor maneira. Nós fechamos um ciclo de cinco jogos sem ganhar. Desses cinco jogos, quatro foram derrotas. Sabemos o que nos custaram essas derrotas, mesmo em termos de lugares na classificação ou lutar por algo mais”, disse Pedro Caixinha, que ainda completou.
“Sabemos que vai ser um jogo muito difícil, mas queremos terminar da melhor maneira para deixar a última imagem, o último frame desse filme de uma época que foi muito interessante em termos de comportamentos e consolidação dos mesmos, de uma pontuação que já faz história nessa instituição. Mas vamos querer ir por mais, até porque temos objetivos, como eu falava ainda há pouco. Definimos na volta do primeiro turno que seríamos melhores no segundo turno e, para ser melhor, temos que somar três pontos no próximo jogo”, comentou.
Red Bull Bragantino e Vasco empataram em 1 a 1 no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, no Nabizão. Gustavinho marcou o gol do Massa Bruta.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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