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Em tarde de homenagens, Flamengo vence o Cuiabá no Maracanã e segue no G4 do Brasileirão
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No último jogo no Maracanã da temporada 2023, o Flamengo venceu o Cuiabá por 2 a 1 na tarde deste domingo (3), pela 37ª rodada do Brasileirão. Luiz Araújo e Pedro balançaram as redes ainda na primeira etapa. Com o resultado, o Rubro-Negro somou 66 pontos e assumiu momentaneamente o terceiro lugar.
Antes de a bola rolar, o Mais Querido prestou uma homenagem para os atletas Filipe Luís e Rodrigo Caio. O primeiro irá se aposentar dos gramados, enquanto o segundo encerrará seu vínculo com o clube no final de dezembro. Eles receberam uma placa comemorativa das mãos do presidente Rodolfo Landim e do vice-presidente de futebol Marcos Braz. Ambos foram ovacionados pela Nação Rubro-Negro presente no Maraca.
O Flamengo começou a partida ocupando todo o campo de ataque, buscando logo o primeiro gol. Aos dois minutos, Luiz Araújo recebeu na área, driblou a marcação e bateu cruzado para fora.
Três minutos depois, o Mengão inaugurou o marcador no Maraca! Gerson fez grande jogada em tabela com Pedro, a bola sobrou para Luiz Araújo, que bateu de canhota no ângulo de João Carlos para marcar o primeiro: 1 a 0.
Após o gol, o time rubro-negro continuou com a posse de bola no campo ofensivo. Aos 44’, Cebolinha recebeu na área e bateu colocado no ângulo. João Carlos fez grande defesa.
Já nos acréscimos, o Mengão ampliou a vantagem com Pedro, que aproveitou o cruzamento de Arrascaeta para marcar de cabeça o segundo gol rubro-negro: 2 a 0. A equipe rubro-negra foi para o intervalo com controle absoluto do jogo.
O Mais Querido por pouco não marcou o terceiro no início da segunda etapa. Erick inverteu a jogada para Arrascaeta, que bateu cruzado para a área, mas Luiz Araújo bateu para fora. Na sequência, Cebolinha tabelou com Gerson e saiu cara a cara com João Carlos. O atacante chutou em cima do goleiro, e no rebote, mandou por cima do gol.
Aos 29’, após consultar o VAR, o árbitro marcou pênalti de Varela em Clayson. O próprio atacante foi para cobrança e diminuiu para o Cuiabá: 2 a 1.
Na reta final, Filipe Luís saiu para a entrada de Ayrton Lucas e recebeu o carinho da Nação, tendo seu nome gritado no Maraca.
Quase nos acréscimos, Rodrigo Caio entrou em campo para sua despedida do Mengão e também foi saudado pela torcida rubro-negra. Resultado final foi com vitória do Flamengo, que somou 66 pontos no campeonato.
FICHA TÉCNICA
Flamengo 2×1 Cuiabá
37ª Rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Maracanã-RJ
Data e hora: 03/12/2023 às 16h
Arbitragem: Rodrigo José Pereira de Lima (PE), Alessandro Alvaro de Matos (BA)V e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
Cartões amarelos: Luiz Araújo (FLA) e Léo Pereira (FLA)
Gols: Luiz Araújo (5’1ºT), Pedro (48’1ºT) e Clayson (33’2ºT).
Flamengo: Rossi; Varela (Wesley), Fabrício Bruno, Léo Pereira (Rodrigo Caio) e Filipe Luís (Ayrton Lucas); Erick, Gerson e Arrascaeta; Luiz Araújo, Everton Cebolinha (Bruno Henrique) e Pedro (Victor Hugo).
Técnico: Tite.
Cuiabá: João Carlos; Matheus Alexandre, Marllon, Alan Empereur e Rikelme; Allyson (Fernando Sobral), Raniele e Denilson (Filipe Augusto); Jonathan Cafu (Derik Lacerda), Deyverson (Isidro Pitta) e Clayson.
Técnico: Antônio Oliveira.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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