Esporte
Palmeiras busca empate com um a menos contra o Fortaleza e segue líder do Brasileirão
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Fortaleza e Palmeiras protagonizaram um emocionante confronto na noite deste domingo (26.11), na Arena Castelão, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Mesmo jogando boa parte do segundo tempo com um jogador a menos, o Palmeiras conseguiu arrancar um empate de 2 a 2. Os gols da partida foram marcados por Thiago Galhardo e Calebe para o Fortaleza, e Raphael Veiga e Zé Rafael para o Palmeiras.
Gustavo Gómez recebeu um cartão vermelho. Com esse resultado, o Palmeiras continua na liderança do campeonato, empatado em pontos com o Flamengo, que venceu o América-MG.
O Botafogo empatou com o Santos e caiu para terceiro lugar. O Fortaleza ocupa a 12ª posição.
O próximo jogo do Palmeiras será em casa contra o América-MG, enquanto o Fortaleza enfrentará o Red Bull Bragantino fora de casa.
O Fortaleza começou a partida pressionando e teve algumas oportunidades de gol nos minutos iniciais.
Aos 19 minutos, Thiago Galhardo marcou o primeiro gol da partida para o Fortaleza.
A partir daí, o Palmeiras passou a dominar a posse de bola, mas teve dificuldades em encontrar espaços para finalizar.
Aos 45 minutos, o Palmeiras teve uma boa chance de empatar, mas o chute de Raphael Veiga foi defendido pelo goleiro do Fortaleza.
No segundo tempo, o Fortaleza continuou pressionando e teve chances de ampliar a vantagem.
Aos 13 minutos, o Palmeiras ficou com um jogador a menos após a expulsão de Gustavo Gómez.
Mesmo com um jogador a menos, o Palmeiras conseguiu empatar a partida aos 19 minutos, com um gol de Raphael Veiga.
No entanto, o Fortaleza não demorou a retomar a vantagem, marcando o segundo gol aos 24 minutos, com Calebe.
O Palmeiras não desistiu e empatou novamente aos 32 minutos, com um gol de Zé Rafael.
A partir daí, o jogo ficou aberto, com chances para os dois times, mas nenhum gol foi marcado. A melhor oportunidade de gol saiu nos acréscimos, quando Marinho acertou a trave em um chute rasteiro.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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