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Athletico-PR empata com o Bahia na Fonte Nova pelo Brasileirão

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O Athletico saiu atrás do Bahia, conseguiu buscar o empate e teve a chance da virada. Mas a noite deste domingo (12) terminou com o placar igualado em 1 a 1 em Salvador (BA). Um ponto que deixa o Furacão a seis do G6 do Brasileirão.

O gol que definiu o resultado foi marcado por Canobbio, já aos 41′ da etapa final. Antes, o time da casa havia aberto a contagem em cobrança de pênalti.

Com 51 pontos somados e na sétima posição, o Rubro-Negro volta a jogar somente após a data FIFA, no dia 25 de novembro. O adversário será o Vasco da Gama, na Ligga Arena.

O Jogo

Na primeira etapa, o Athletico equilibrou a partida na posse de bola, mas com muita dificuldade de superar a marcação do Bahia. O adversário chegava ao ataque com mais intensidade, mas parou em Bento nas poucas oportunidades que teve.

O Furacão teve uma boa chance no início, em um belo lançamento de Fernandinho para Willian, que finalizou para o bloqueio do goleiro. E outra já nos acréscimos, em uma tabela de Cuello com Zapelli, que recebeu adiantado e não conseguiu concluir.

O segundo tempo foi mais movimentado, desde o início. Bento fez uma grande defesa logo no começo, em chute de Thaciano. E Canobbio quase marcou após um ótimo passe de Zapelli, mas também parou no goleiro.

O Bahia chegou o seu gol aos 24′. Esquivel disputou a bola com Gilberto dentro da área e derrubou o adversário. Everaldo bateu o pênalti e abriu o placar.

O Furacão partiu em busca da reação. E conseguiu chegar ao empate aos 41′. Zapelli cobrou escanteio pelo lado direito e colocou a bola na cabeça de Canobbio. Cabeçada certeira do uruguaio e tudo igualado na Fonte Nova!

O Rubro-Negro ainda quase conseguiu a virada, em uma ótima jogada de Vitor Bueno. Ele recebeu pelo meio, passou por dois marcadores e chutou forte. O goleiro Marcos Felipe espalmou e evitou o gol athleticano.

Ficha técnica: Bahia 1×1 Athletico Paranaense
Campeonato Brasileiro 2023: 34ª rodada
Data: 12/11/2023 (domingo)
Horário: 18h30
Local: Itaipava Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)

Público total: 33.878
Público pagante: 33.214
Renda: R$ 964.532,78

Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Michael Stanislau (RS)
Quarto árbitro: Moises Ferreira Simão (BA)
Árbitro de vídeo: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)

Bahia: Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, Vitor Hugo e Luciano Juba; Rezende, Acevedo e Thaciano (Yago Felipe, aos 29′ do 2º tempo); Cauly (Rafael Ratão, aos 45′ do 2º tempo), Biel (Ademir, aos 45′ do 2º tempo) e Everaldo
Técnico: Rogério Ceni
Gol: Everaldo, aos 27′ do segundo tempo
Cartões amarelos: David Duarte, Everaldo e Kanu

Athletico Paranaense: Bento; Cacá, Thiago Heleno e Matheus Felipe (Thiago Andrade, aos 34′ do 2º tempo); Cuello (Vitor Bueno, aos 10′ do 2º tempo), Fernandinho, Hugo Moura (Christian, aos 10′ do 2º tempo) e Esquivel; Zapelli (Danielzinho, aos 46′ do 2º tempo), Willian (Arriagada, aos 34′ do 2º tempo) e Canobbio
Técnico: Wesley Carvalho
Gol: Canobbio, aos 41′ do segundo tempo
Cartões amarelos: Hugo Moura, Canobbio e Fernandinho

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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