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Corinthians sai na frente, mas cede empate do Atlético-MG

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Na noite desta quinta-feira, o Corinthians empatou em 1 a 1 com o Atlético-MG na Neo Química Arena. O time de Mano Menezes abriu o placar com Yuri Alberto no primeiro tempo, mas acabou cedendo o empate para Paulinho no segundo tempo. Com esse resultado e a combinação dos jogos da rodada, o Corinthians caiu uma posição no Campeonato Brasileiro.

Com esse empate, o Corinthians agora ocupa a 14ª posição na tabela, com 41 pontos conquistados, quatro pontos acima da zona de rebaixamento. Já o Atlético-MG está na sexta posição, com 54 pontos.

No próximo domingo, o Corinthians enfrentará o Grêmio em Porto Alegre às 16 horas (horário de Brasília). Enquanto isso, o Atlético-MG receberá o Goiás no mesmo dia, às 18h30.

Durante a primeira metade do primeiro tempo, o Corinthians dominou o jogo. Logo aos seis minutos, Gil cabeceou uma cobrança de escanteio de Renato Augusto, mas o goleiro Everson fez a defesa. Pouco depois, Yuri Alberto também parou em Everson.

Aos 17 minutos, Renato Augusto e Giuliano fizeram uma boa jogada, mas o chute de Giuliano foi defendido por Everson. Aos 22 minutos, o Corinthians conseguiu marcar o gol. Em uma falta lateral cobrada por Renato, Romero subiu sozinho e cabeceou para o gol.

Após o gol, o Corinthians recuou e chamou o Atlético para o seu campo, mas não correu muitos riscos. A melhor chance do Atlético na primeira etapa foi uma cabeçada de Maurício Lemos em um escanteio, que passou perto do gol de Cássio.

O segundo tempo continuou com a mesma dinâmica do final do primeiro tempo, com o Atlético tendo mais posse de bola, mas sem criar perigo concreto. Aos 22 minutos, Yuri Alberto teve uma chance de contra-ataque, mas a finalização foi defendida por Everson. Na jogada seguinte, o Atlético empatou com Paulinho, aproveitando um cruzamento de Alan Kardec.

Depois do empate, o Atlético continuou pressionando o Corinthians, que teve dificuldades para contra-atacar. Aos 37 minutos, quase o Atlético virou o jogo com Alan Kardec, que cabeceou por cima do gol de Cássio. Nos minutos finais, o Corinthians tentou equilibrar o jogo, mas não conseguiu buscar a vitória em casa.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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