Dourado cuiabano
Bahia x Cuiabá Esporte Clube em Savador: veja escalações, retrospecto, desfalques e árbitros
Cuiabá Esporte Clube tem um desafio duríssimo hoje a noite, quinta-feira (9), em Salvador-BA
Esporte
O Cuiabá Esporte Clube tem um desafio duríssimo hoje a noite, quinta-feira (9), em Salvador-BA, na Arena Fonte Nova, a partir das 19h00, pela 33ª Rodada do Brasileirão 2023. E a equipe precisa fazer um bom resultado pra manter sua chance de permanecer na Série A para o próximo ano.
O time cuiabano enfrenta a equipe do Bahia e espera fazer um bom resultado, apoiando -se em sua sólida defesa. O auriverde é o segundo time com mais vitórias fora de casa no campeonato. Já o tricolor ganhou os últimos três jogos que fez sob seus domínios. No retrospecto da rivalidade direta entre as duas esquadras, ainda não há um vencedor. Foram três confrontos e três empates. Veja abaixo as escalações, desfalques e arbitragem.
O Bahia segue ameaçado pelo rebaixamento e ocupa a 15ª posição, com 37 pontos. No entanto, ainda está de olho em uma vaga da Sula. Chega para hoje com derrota fora de casa contra o Grêmio e aposta na força da Arena Fonte Nova para voltar a vencer na Série A.
O Tricolor ganhou os últimos três jogos que fez como mandante, contra Internacional (1 a 0), Fortaleza (2 a 0) e Fluminense (1 a 0).
Já o Dourado chega com derrota para o Vasco, empate contra o Santos e vitória contra o Botafogo, buscando vencer para se manter longe do Z-4 e na zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Está em 12º lugar da tabela, com 41 pontos.
Escalações
Possível Dourado (António Oliveira): Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Alan Empereur e Rikelme; Raniele, Filipe Augusto (Ronald) e Denilson; Jonathan Cafú (Wellington Silva), Deyverson e Clayson.
De fora: Fernando Sobral (suspenso) e Lucas Mineiro (lesão na coxa esquerda).
Possível Bahia (Rogério Ceni): Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, Vitor Hugo e Camilo Cándido; Rezende, Yago Felipe e Acevedo (Ademir, Luciano Juba e Rafael Ratão); Cauly, Biel e Everaldo;
De fora: Thaciano (suspenso); Raul Gustavo (lesão);
Pendurados: Danilo Fernandes, Matheus Bahia, Gabriel Xavier, Yago Felipe, Everaldo, David Duarte, Ademir, Vinícius Mingotti e Camilo Cándido.
Retrospecto
Cuiabá e Bahia já se enfrentaram três vezes, e os três jogos terminaram empatados. As duas equipes marcaram dois gols cada.
O último confronto entre as equipes foi válido pelo 14ª rodada da atual edição do Campeonato Brasileiro, e terminou com empate em 1 a 1. Deyverson fez o gol do Dourado e Emperur marcou contra.
Arbitragem
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG);
Auxiliar 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira (FIFA-CE);
Quarto árbitro: Wagner Francisco Silva Souza (BA);
VAR: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG).
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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