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Grêmio bate Coxa no Couto Pereira e encarreira terceira vitória seguida na competição
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Na noite fria desta quarta-feira, em Curitiba, o Grêmio venceu o Coritiba pelo placar de 2 a 1, no Estádio Couto Pereira, em jogo válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, com gols marcados por Villasanti e Ferreira. Robson marcou de pênalti para o Coxa. É a terceira vitória consecutiva do Tricolor dentro da competição e a segunda fora de casa.
Tínhamos apenas 30 segundos de bola rolando quando o Coritiba criou a primeira oportunidade de gol num lance inusitado: Pepê dominou a bola na intermediária gremista e tentou um lançamento para o ataque. A bola explodiu no corpo do marcador e acabou virando um passe para o atacante Garcez, que entrou livre, pela direita, e chutou na saída de Gabriel Grando. Para sorte gremista, ela encobriu o goleiro e, também, o travessão.
O início promissor do Coxa ficou só na esperança do torcedor, pois essa seria a única chance criada pelo time nos primeiros 45 minutos. Passado o susto inicial, o Grêmio tratou de colocar a bola no chão e começou a dominar as ações, ainda que chegasse pouco ao ataque.
Na primeira oportunidade criada, aos 26 minutos, o Tricolor abriu o marcador com méritos totais do volante Villasanti: ele lutou no campo de ataque e roubou a bola na frente da área que era dominada pela defesa paranaense. Fez o passe para Galdino, dentro da meia-lua, que teve inteligência para dominar e devolver para o paraguaio, que invadiu a área pela direita e chutou na saída de Gabriel. Grêmio 1 a 0!
Aos 33, o volante Pepê acabou sentindo lesão e teve que deixar o gramado para entrada de Felipe Carballo.
Na sequência, Suárez ganhou do marcador pela esquerda, invadiu a área e arrematou forte. O zagueiro conseguiu se recuperar a tempo e salvou a conclusão na hora certa evitando o segundo gol gremista.
Com a vantagem no marcador e sentindo que a torcida local perdera a paciência com o time, o Tricolor começou a usar a inteligência tocando a bola e administrando o resultado.
Aos 39 minutos, Reinaldo cobrou escanteio da esquerda. Carballo apareceu de surpresa, no primeiro pau, e desviou de cabeça. Gabriel defendeu no susto e Victor Luís salvou quase sobre a linha.
Nos acréscimos do primeiro tempo, um lance que foi praticamente uma repetição do anterior: desta vez a cobrança do escanteio da esquerda foi de Cristaldo. Carballo meteu e cabeça no primeiro pau e só não fez o segundo gol porque Gabriel fez um milagre evitando que a bola entrasse no ângulo oposto.
O segundo tempo começou da mesma forma como terminou o primeiro: o Grêmio criando oportunidade em cobrança de escanteio. Cristaldo, novamente, bateu da esquerda. Dessa vez a bola foi no segundo pau onde estava Bruno Alves para meter a cabeça. A bola passou rente ao poste esquerdo da meta de Gabriel.
Aos 6 minutos, Geromel disputou uma jogada dentro da área gremista com Marcelino Moreno e acabou sentindo lesão. Ele deixou o campo no carro maca para entrada de Bruno Uvini. Segunda troca no Grêmio.
Aos 14, quando tudo parecia sob controle, o árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou penalidade máxima de Cristaldo sobre Marcelino Moreno. Robson cobrou do meio do gol para empatar o jogo. 1 a 1.
Dois minutos depois, o Tricolor quase voltou a frente: Fábio foi ao fundo de campo pela direita e rolou pra trás. Luis Suárez deu um leve toque na bola encobrindo o goleiro Gabriel. A bola também encobriu o travessão e caiu sobre a rede. Seria um golaço.
Começava o show de Luisito.
No lance seguinte, o uruguaio ganhou do marcador no fundo de campo, pela direita, deu um drible desconcertante e cruzou no segundo pau. Reinaldo apareceu sozinho para chutar cruzado. A bola atravessou a pequena área e saiu do outro lado. Outra chance perdida.
Mas não parou por aí: aos 23, outra vez Suárez deu pra Reinaldo, na esquerda. O lateral invadiu a área e chutou cruzado, forte, mas desviado. O uruguaio lamentou muito a oportunidade desperdiçada.
Aos 25, Galdino driblou duas vezes o mesmo marcador, na entrada da área, pela direita, e chutou colocado. A bola desviou na cabeça do zagueiro e passou perto do ângulo direito.
Na cobrança do escanteio, da esquerda, o goleiro tirou de soco e Fábio chegou chutando, cruzado. Outra bola pra fora.
Aos 27, com apenas mais uma parada à disposição, Renato Portaluppi realizou as últimas trocas no Grêmio: saíram Fábio, Galdino e Cristaldo para entradas respectivamente de João Pedro, Besozzi e Ferreira.
Sete minutos depois, o Coritiba quase virou o jogo com um chute de fora da área. A bola desviou em Bruno Uvini, tirou Grando da jogada, mas passou à esquerda, pra sorte do Grêmio.
Aos 37, o Tricolor finalmente colocou a justiça no marcador: Carballo lançou Suárez na esquerda. Ele dominou já colocando na frente, deixou o marcador no chão usando o corpo, levantou a cabeça e fez o passe perfeito, atravessando a área, para Ferreira, que apareceu de surpresa para empurrar pro gol aberto. Grêmio 2 a 1!
A situação ficou ainda mais complicada pro Coritiba quando o argelino Slimani agrediu Kannemann fora da jogada e acabou expulso.
Com a vantagem numérica em campo e no marcador, bastou ao Tricolor administrar os minutos finais e comemorar a vitória dentro da casa do adversário e a terceira consecutiva na competição.
O próximo desafio será no sábado, diante do Bahia, na Arena.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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