Esporte
Athletico Paranaense chega a São Paulo para duelar com o Corinthians
Esporte
A delegação athleticana desembarcou na tarde desta terça-feira (31) na Grande São Paulo, onde fica até domingo (5) para a disputa de duas partidas pelo Campeonato Brasileiro. A primeira delas é neste meio de semana, contra o Corinthians.
Corinthians x Athletico Paranaense começa às 19h desta quarta-feira (1º), na Neo Química Arena, em São Paulo (SP). O duelo é válido pela 31ª rodada do Brasileirão. Direto de SP, a Rádio CAP conta ao vivo todas as emoções da partida aqui pelo player da rádio ou pelo @athleticoparanaense no YouTube!

A terça-feira rubro-negra
Começou bem cedo, ainda no CAT Caju, onde foi realizado o último treino antes da partida contra o Corinthians. Atividade finalizada, almoço e todos rumo ao aeroporto.
O voo fretado aterrissou pouco antes das 17h no Aeroporto de Guarulhos (SP). Dali, o time seguiu de ônibus até um hotel local. Vinte e oito atletas estão com a delegação para a estada em SP.

Dia de jogo
Nesta quarta-feira (1º), a programação pré-jogo conta com uma reunião técnica pela manhã, além de uma sessão de alongamentos. A preleção será pouco depois das 16h. Logo depois dela, o grupo segue para o estádio.
Trabalho de aquecimento às 18h20. Às 18h50, nosso 11 inicial já estará em campo em definitivo, para o início do duelo.

Semana em São Paulo
Após a partida contra o Corinthians, a delegação continua na Grande São Paulo. O time rubro-negro treina na quinta-feira (2) e na sexta-feira (3), em Guarulhos (SP).
No sábado (4), a equipe principal do Furacão volta a campo, desta vez pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Às 21h30, o desafio é contra o Palmeiras, na Arena Barueri, em Barueri (SP).
O retorno a Curitiba será na manhã de domingo (5).
Reta final do Brasileirão!
O Furacão começou a rodada deste meio de semana na sétima colocação do Campeonato Brasileiro, com 49 pontos. Está a quatro pontos do vice-líder Palmeiras. O Corinthians é o 14º, com 37 pontos.
Botafogo (59 pontos), Palmeiras (53), Red Bull Bragantino (52), Grêmio (50), Flamengo (50) e Atlético Mineiro (49) são as equipes que compõem a atual zona de classificação à CONMEBOL Libertadores de 2024.
Acompanhe aqui a classificação completa e atualizada do Campeonato Brasileiro.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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