Esporte

Palmeiras vence o Bahia e ainda sonha com o título do Brasileirão

Publicado em

Esporte

O Palmeiras conquistou uma vitória por 1 a 0 sobre o Bahia neste sábado (28.10), no Allianz Parque, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi marcado pelo jogador Raphael Veiga, ainda no primeiro tempo.

Embora o Palmeiras não tenha apresentado um desempenho brilhante, o time de Abel Ferreira fez o suficiente para vencer. A defesa sofreu poucas investidas do Bahia, controlaram o jogo e poderiam ter feito mais gols.

O destaque da partida foi Raphael Veiga, atuando em uma nova posição, como uma espécie de falso 9, centralizado e mais próximo ao gol, com Endrick pela direita e Breno Lopes pela esquerda.

Com essa vitória, o Palmeiras agora está na segunda posição da tabela, com 53 pontos, seis a menos que o líder Botafogo, que enfrenta o Cuiabá amanhã. O Red Bull Bragantino, com 52 pontos, teve o confronto contra o Flamengo adiado para o dia 23 de novembro. O Bahia ocupa o 15º lugar, com 34 pontos, e pode perder posições e se complicar ainda mais na luta contra o rebaixamento.

O próximo jogo do Palmeiras será contra o líder Botafogo na quarta-feira, no Nilton Santos, um confronto que pode tornar o Verdão um candidato real ao título. O Bahia receberá o Fluminense na terça-feira, na Fonte Nova.

Desde o início da partida, ficou claro o cenário do jogo: o Palmeiras com a posse de bola e o Bahia buscando contra-atacar com marcação forte.

O time Alviverde teve algumas movimentações interessantes, mas também encontrou dificuldades para criar chances claras. O zagueiro Gustavo Gómez se aventurou no ataque várias vezes e Raphael Veiga atuou como falso 9, muitas vezes mais próximo ao gol do que Breno Lopes e Endrick.

Foi justamente com Veiga que o Palmeiras abriu o placar. Endrick recebeu um lançamento na área, caiu, mas a arbitragem deu vantagem, e Veiga, atento, dominou e chutou no contrapé do goleiro Marcos Felipe.

No segundo tempo, o Bahia adotou uma postura mais ofensiva em busca do empate, porém pouco assustou o goleiro Weverton. Com mais espaço em campo, o Palmeiras teve mais facilidade para criar jogadas.

Rogério Ceni desfez a linha de três zagueiros do Bahia, enquanto Abel Ferreira substituiu Raphael Veiga e Endrick por Luis Guilherme e Artur, mantendo a equipe sem um centroavante de origem e com mais mobilidade no ataque.

Nos minutos finais, mesmo com a vantagem no placar, o Palmeiras foi quem esteve mais próximo de marcar o segundo gol. Breno Lopes e Artur tiveram oportunidades claras, mas pararam no goleiro Marcos Felipe. Além disso, Acevedo, do Bahia, foi expulso.

Em resumo, o placar final foi de 1 a 0, sem muito brilho, porém importante para o Verdão, que ainda alimenta esperanças de conquistar mais um título brasileiro.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 x 0 BAHIA

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 28 de outubro de 2023 (sábado)
Horário: 19h
Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (Fifa-RJ) e Francisco Chaves Bezerra Júnior (PE)
VAR: Wagner Reway (Fifa-PB)
Cartões amarelos: Fabinho (Palmeiras) e Kanu, Acevedo e Everaldo (Bahia)
Cartão vermelho: Acevedo (Bahia)

Gols

Palmeiras: Raphael Veiga, aos 37 minutos do 1T

Palmeiras: Weverton, Murilo, Luan e Gómez; Mayke (Marcos Rocha), Fabinho (Jailson), Richard Rios, Raphael Veiga (Artur) e Piquerez; Breno Lopes (Rony) e Endrick (Luis Guilherme). Técnico: Abel Ferreira

Bahia: Marcos Felipe, Gabriel Xavier, Kanu e Raul Gustavo (Diego Rosa); Cicinho, Acevedo, Rezende e Matheus Bahia (Lucas Mugni); Luciano Juba, Ademir (Biel) Vinicius Mingotti (Everaldo). Técnico: Rogério Ceni

Fonte: Esportes

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA