Esporte
Palmeiras amassa o São Paulo, faz 5 a 0 e segue sonhando com título do Brasileirão
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Em jogo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras garantiu uma vitória importante e memorável na noite desta quarta-feira (25.10). No Allianz Parque, a equipe comandada por Abel Ferreira não deu chances ao São Paulo e venceu por 5 a 0. Os gols foram marcados por Breno Lopes (2), Piquerez (2) e Marcos Rocha.
Com esse resultado, o Palmeiras segue no G4 do Campeonato Brasileiro e ainda tem chances matemáticas de conquistar o título, estando a nove pontos do líder Botafogo, que tem um jogo a menos. Já o São Paulo continua lutando para não se aproximar da zona de rebaixamento, ocupando a décima posição.
No próximo sábado, o Palmeiras enfrentará o Bahia no Allianz Parque, às 19h (horário de Brasília), pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro. Já o São Paulo jogará contra o Athletico-PR no domingo, às 16h (horário de Brasília), na Arena da Baixada.
O jogo começou com o Palmeiras mais ligado que o rival, abrindo o placar logo aos quatro minutos com um gol de Richard Ríos, porém, após revisão do VAR, foi marcado impedimento.
A equipe palmeirense continuou pressionando e, aos 15 minutos, Breno Lopes marcou o primeiro gol válido do jogo, convertendo um cruzamento de Mayke. Pouco depois, aos 26 minutos, Breno Lopes marcou novamente, aproveitando um belo passe de Richard Ríos.
Ainda no primeiro tempo, o São Paulo sofreu uma baixa com a lesão de Lucas Moura, que teve que ser substituído. O Palmeiras aproveitou e marcou o terceiro gol com Piquerez, após um pênalti cometido por Wellington Rato.
No segundo tempo, o São Paulo fez uma substituição para fortalecer o meio-campo, mas não conseguiu criar muitas oportunidades de gol. A situação ficou ainda mais difícil quando Rafinha recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
O Palmeiras, por sua vez, mesmo com a vitória garantida, continuou atacando e marcou mais dois gols nos minutos finais. Marcos Rocha completou um cruzamento aos 40 minutos e Piquerez marcou um gol incrível de fora da área no minuto seguinte.
Essa vitória representa a maior goleada do Palmeiras sobre o São Paulo na história do Allianz Parque, e deixa a equipe com esperanças de conquistar o título brasileiro.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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